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Rácio de capital do BES degrada-se para 5,7% no fecho do semestre

O BES, que revelou hoje uma quebra de 28% nos lucros semestrais, concluiu o exercício com um rácio de capital, o "core Tier I", de 5,7%, uma redução face ao final de 2007. É o mais baixo dos três maiores bancos cotados, em Lisboa, mas a instituição liderada por Ricardo Salgado foi a única a não efectuar um aumento de capital, este ano.

Paulo Moutinho 30 de Julho de 2008 às 09:33
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O BES, que revelou hoje uma quebra de 28% nos lucros semestrais, concluiu o exercício com um rácio de capital, o “core Tier I”, de 5,7%, uma redução face ao final de 2007. É o mais baixo dos três maiores bancos cotados, em Lisboa, mas a instituição liderada por Ricardo Salgado foi a única a não efectuar um aumento de capital, este ano.

O “core Tier I” do BES degradou-se em 0,9 pontos percentuais, face aos 6,6% registados no final do ano passado, fixando-se em 5,7%. “A aplicação do método ‘standard’ de Basileia II para efeitos da determinação dos activos de risco equivalentes, à data de 30 de Junho, traduz-se num rácio ‘core Tier I’ de 5,7%, sendo o rácio de solvabilidade de 9,7%”, refere o banco.

Com este rácio, o BES surge como o menos confortável das três instituições financeiras nacionais, cotadas, onde se encontram o BCP e o BPI. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira fechou o semestre com um “core Tier I” de 6,1%, já o BPI apresentou, nas contas semestrais, um rácio de 6,7%, o mais elevado.

No entanto, a comparação não pode ser feita sem lembrar que tanto o BCP como o BPI recorreram, recentemente, ao mercado em busca de fundos para repor capital. O maior banco privado fez um aumento de capital de 1.300 milhões de euros, já o banco liderado por Fernando Ulrich financiou-se em 350 milhões. Estes aumentos de capital foram despoletados pelas perdas que ambos sofreram com as participações cruzadas.

O BES não detém qualquer posição quer no BPI, quer no BCP. Mas está exposto a outras cotadas, nomeadamente à Portugal Telecom e à EDP. Com a eléctrica, o banco contava com uma menos-valia potencial, a 30 de Junho, de 23,2 milhões de euros, já na PT o valor ascende a 23,4 milhões.

Em sentido inverso, o BES conta com uma mais-valia não realizada de 284,4 milhões com o Bradesco e de mais 8,9 milhões com o Banque Marocaine, o que anula o impacto negativo da PT e da EDP, mas mantém a carteira positiva. Ainda assim, a valorização das principais exposições accionistas “evidencia uma redução, ao evoluir para 246,4 milhões, face aos 398,7 milhões no final do primeiro semestre, em resultado da crise que afecta os mercados financeiros”, salienta o banco.

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