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Receio com novo modelo de resgate de bancos na Europa pressiona Wall Street

No início da sessão em Wall Street as expectativas apontavam para que fosse hoje que o S&P 500 iria atingir o máximo histórico, mas as declarações de Jeroen Dijsselbloem frustraram as expectativas dos investidores.

Resultados sustentam Wall Street
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 20:17
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As bolsas norte-americanas fecharam em terreno negativo, em linha com as praças europeias, com os investidores a mostrarem preocupação com o facto da Europa ter como objectivo adoptar o modelo utilizado no Chipre para resgatar bancos.

 

O Dow Jones caiu 0,4% para 14.453,42 pontos e o Nasdaq desceu 0,25% para 3.237,012 pontos. O S&P 500, que esteve hoje de novo prestes a bater o máximo histórico, acabou por fechar em queda de 0,4% para 1.550,64 pontos.

 

Os mercados até abriram em alta, com os investidores agradados com o facto de Eurogrupo ter chegado a acordo para conceder assistência financeira à ilha do Mediterrâneo. Contudo, as palavras de Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, travaram o sentimento positivo nos mercados.

 

O responsável, numa entrevista à Reuters, afirmou que em caso de problemas na banca, se os accionistas e os detentores de obrigações não conseguirem garantir a solvabilidade de uma instituição, então “se necessário” poderá recorrer-se “aos depositantes” com poupanças acima dos 100 mil euros.

 

Dijsselbloem salienta assim que poderá ser seguido o modelo utilizado para o Chipre, caso surjam mais problemas no sector financeiro europeu. Ou dito de outra forma, que o dinheiro dos contribuintes europeus vai deixar de ser usado para salvar bancos em dificuldades.

 

Um alerta que assustou os mercados, com os investidores a temerem uma fuga de capitais dos bancos europeus. No modelo usado para resgatar o Chipre, os depósitos superiores a 100 mil euros vão sofrer uma perda de cerca de 30%, com o dinheiro a ser usado para recapitalizar o sector financeiro.

 

Tal como nas praças europeias, foram os bancos que mais penalizaram Wall Street. O Bank of America caiu 1,35% e o JPMorgan desceu 0,5%.

 

A Dell destacou-se com uma subida de mais de 2%, depois de terem surgido duas propostas rivais às do fundador Michael Dell para a compra da tecnológica. Em sentido inverso a Blackberry caiu mais de 4% depois de ter recebido uma recomendação negativa do Goldman Sachs.

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