Bolsa Receios de guerra comercial cada vez mais diminutos. E Wall Street aplaude

Receios de guerra comercial cada vez mais diminutos. E Wall Street aplaude

As bolsas norte-americanas voltaram a fechar no verde, animadas pela perspectiva de que não haja uma guerra comercial entre os EUA e os seus parceiros. Isto porque se espera que o presidente Donald Trump não avance para a imposição de tarifas à importação de aço e alumínio.
Receios de guerra comercial cada vez mais diminutos. E Wall Street aplaude
Reuters
Carla Pedro 06 de março de 2018 às 21:09

O Dow Jones encerrou a ganhar 0,04% para 24.884,12 pontos e o Standard & Poor’s 500 somou 0,26% para 2.728,12 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,56% para se fixar nos 7.372,01 pontos.

 

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico estiveram a ser sustentados pela crescente convicção de que não haverá uma guerra comercial entre os EUA e os seus parceiros comerciais.

 

Esses receios foram suscitados depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado na passada quinta-feira que iria avançar com a imposição de tarifas alfandegárias sobre o aço e alumínio. Mas agora cresce a expectativa de que essas medidas não cheguem a ser assinadas.

 

Segundo a Bloomberg, citando um aliado de Trump, o presidente dos EUA está aberto a alterações à sua proposta. Alguns traders citados pela Reuters afirmaram que foi esta informação que fez com que as bolsas ganhassem terreno em Wall Street.

 

Já ontem se estavam a dissipar os receios de uma guerra comercial, devido ao facto de Trump ter dito ao Canadá e México que poderia isentá-los destas tarifas se fizessem cedências e assinassem um novo Acordo de Comércio Livre da América do Norte (NAFTA). Após estes comentários, muitos investidores ficaram convictos de que a ameaça de imposição destas tarifas é apenas uma ferramenta de negociação de Trump.

 

Os investidores ficaram também animados com a notícia de que a Coreia do Norte se mostrou aberta à possibilidade de conversações com os Estados Unidos relativamente à desnuclearização.

 

A maioria dos 11 sectores representados no S&P 500 fechou em alta, com os ganhos a serem liderados pelas matérias-primas e materiais de construção. Já o sector das "utilities" (gás, luz e água) foi o mais débil, com uma queda em torno de 1%.

 

Nas perdas, destaque para a Target, que fechou a cair 4,45% para 71,79 dólares, depois de a retalhista ter reportado lucros abaixo do esperado no trimestre que incluiu as vendas da época natalícia.