Bolsa Receios em torno da guerra comercial penalizam Wall Street

Receios em torno da guerra comercial penalizam Wall Street

Os receios de que a aplicação de taxas alfandegárias sobre as importações de aço e alumínio abram a porta a uma guerra comercial continuam a pressionar os mercados americanos.
Receios em torno da guerra comercial penalizam Wall Street
EPA
Ana Laranjeiro 05 de março de 2018 às 14:39

As principais praças norte-americanas arrancaram a semana em queda, com os investidores preocupados com a possibilidade de uma guerra comercial. O Nasdaq desce 0,41% para 7.227,857 pontos, o Dow Jones recua 0,48% para 24.421,35 pontos e o S&P500 desvaloriza 0,46% para 2.678,74 pontos.

O mercado teme que a imposição de tarifas às importações de aço e alumínio, anunciadas na semana passada e que devem ser formalmente decretadas esta semana, acabem por abrir uma guerra comercial. Ainda esta segunda-feira, Donald Trump, no Twitter, disse que pode aplicar uma isenção ao México e ao Canadá, no que diz respeito às novas tarifas sobre estes metais, se os dois países assinarem um novo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA na sigla em inglês).

"Temos grandes défices comerciais com o México e Canadá. O NAFTA, que está agora a ser renegociado, tem sido um mau acordo para os EUA. Elevada relocalização de empresas e de empregos. As tarifas sobre o aço e alumínio vão deixar de ser aplicadas se um novo e justo acordo NAFTA for assinado. Além disso, o Canadá tem de tratar muito melhor os nossos agricultores. Muito restritivos. O México tem de fazer muito mais para impedir que drogas entrem nos EUA. Eles ainda não fizeram o que tem de ser feito. Há milhões de pessoas viciadas e a morrer", escreveu o presidente dos EUA, em dois tweets.

Scott Brown, economista-chefe da Raymond James, na Florida, citado pela Reuters, aponta que estes tweets "parecem duros em relação ao comércio com o Canadá e o México". "Uma parte disso vai chegar aos consumidores em termos de preços mais elevados… vai acrescentar um pouco à inflação. Mas acho que é mais uma incerteza".

Já Peter Cardillo, da First Standard Financial, citado igualmente pela agência, assume que a "incapacidade do mercado de voltar a ter confiança provavelmente vai manter as acções na defensiva".

Cerca de 15 minutos após a abertura do mercado, as acções da Qualcomm cediam 0,44% para 64,455 dólares por acção depois de o Comité do Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos ter ordenado à empresa que adie o seu encontro anual de accionistas, o que lhe dá mais tempo para resistir aos esforços da Broadcom em torno de uma fusão, de acordo com a Reuters.

O Facebook sobe 0,07% para 176,74 dólares e a Apple recua 0,72% para 174,94 dólares.




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