Bolsa Receios na frente comercial pressionam Wall Street

Receios na frente comercial pressionam Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram a última sessão da semana em terreno negativo, com os investidores a mostrarem-se nervosos perante o impasse nas conversações comerciais entre os Estados Unidos e a China.
Receios na frente comercial pressionam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 17 de maio de 2019 às 21:09

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,58% para 2.859,53 pontos e o Dow Jones recuou 0,38% para 25.764,00 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite registou uma desvalorização de 1,04%, fixando-se nos 7.816,28 pontos.

 

A contribuir para a descida desta sexta-feira esteve o impasse nas negociações comerciais entre Washington e Pequim, o que está a deixar os investidores nervosos e a optarem pela prudência.

 

Depois de três sessões consecutivas a subirem, os principais índices norte-americanos regressaram assim às quedas.

 

Apesar de hoje não terem entrado em vigor as tarifas norte-americanas à importação de automóveis, alargando desta forma o prazo para as negociações com a União Europeia e o Japão, e apesar de o governo norte-americano ter anunciado a eliminação das tarifas sobre o alumínio e aço importados ao Canadá e ao México, a frente com a China continuou a preocupar.

 

Esta sexta-feira, os media asiáticos davam conta de que a China poderia não ter interesse, por agora, em prosseguir as conversações comerciais com os Estados Unidos.

 

Os operadores estão a reavaliar as perspetivas de um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, depois de um comentário no blog Taoran Notes, da China, atribuído à agência noticiosa estatal Xinhua e ao People’s Daily (o jornal do Partido Comunista) – que acusam os EUA de andarem com manobras de diversão para perturbarem o clima de negociação.

 

Há indicações de que as conversações estão suspensas, o que está a voltar as atenções para o que sairá do encontro entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump no próximo mês no Japão, durante o G20.

O sector tecnológico, que vai buscar boa parte das suas receitas à China, voltou a ser o mais penalizado.




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