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Receios de desaceleração do crescimento económico pressionam Wall Street

As principais praças norte-americanas encerraram em baixa, pressionadas pela divulgação de dados macroeconómicos aquém do esperado e que intensificaram as incertezas quanto à solidez da retoma da economia.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Julho de 2010 às 21:11
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As principais praças norte-americanas encerraram em baixa, pressionadas pela divulgação de dados macroeconómicos aquém do esperado e que intensificaram as incertezas quanto à solidez da retoma da economia.

O índice industrial Dow Jones cedeu 0,42%, fixando-se nos 9.732,53 pontos.

O S&P 500 perdeu 0,33% para se estabelecer nos 1.027,36 pontos. O Standard & Poor’s 500 chegou a cair para 1.010,91 pontos, naquele que foi o valor intradiário mais baixo desde 4 de Setembro de 2009.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,37% para 2.101,36 pontos.

Os pedidos de subsídio de desemprego aumentaram inesperadamente, os contratos de compra a venda de casas em segunda mão caíram mais do dobro do que se esperava e o índice da actividade industrial registou uma contracção superior ao previsto, o que mergulhou as praças do outro lado do Atlântico no vermelho.

Na semana terminada a 26 de Junho, os novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA subiram em 13.000, para 472.000, anunciou o Departamento norte-americano do Trabalho. Os 46 economistas inquiridos pela Bloomberg previam uma redução média dos pedidos de subsídio de desemprego para 455.000.

Por outro lado, os contratos de promessa de compra e venda de casas usadas diminuíram 30% em Maio, mais do dobro do que foi estimado. A contribuir para esta forte queda esteve o fim de um benefício fiscal.

A ajudar a piorar o cenário estiveram os números da actividade industrial em Junho, cujo índice caiu para 56,2 pontos, quando se projectava que se fixasse nos 59 pontos, contra 59,7 no mês anterior.

Apesar de terem negociado em queda devido a estes dados, as bolsas dos EUA conseguiram reagir mais perto do final da sessão, reduzindo parte das perdas.

A General Electric, o Bank of America e a Merck cederam mais de 2%, liderando o recuo do Dow Jones.

Em contrapartida, a United Parcel Service e a FedEx avançaram 1%, depois de ambas as empresas terem visto a recomendação das suas acções ser revista em alta pelo UBS, de “neutral” para “comprar”.

Veja também:
As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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