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Reformas estruturais ajudarão Standard & Poor’s a subir "rating" de Portugal

A Standard & Poor’s manteve o "outlook" da dívida portuguesa "estável" e o "rating" em "BB", por temer que as "incertezas externas" penalizem a recuperação da economia.

Bloomberg

Contrariando as expectativas de muitos economistas, a Standard & Poor’s decidiu manter o "outlook" (perspectiva) da dívida soberana de longo prazo de Portugal em "estável", bem como o "rating", que permanece em "BB", o que corresponde ao segundo nível de "lixo".

Na nota onde actualiza a análise a Portugal, a agência de notação financeira que tem a visão mais pessimista para o País elenca os factores que têm de acontecer para o "rating" subir. Portugal terá de continuar a implementar reformas estruturais; o défice público terá de descer conforme o esperado e o sector privado terá de reduzir o endividamento.

Antes que aconteça esta subida de "rating", a S&P terá primeiro de elevar a perspectiva da dívida para positiva, um passo que os economistas aguardavam que fosse dado já na passada sexta-feira. Entre os argumentos citados pela agência para manter o "rating" estão as "incertezas externas" que ameaçam o ritmo de recuperação da economia portuguesa. O "actual enfraquecimento das perspectivas de crescimento da Zona Euro afectará a procura externa dos bens e serviços de Portugal, diminuindo o contributo das exportações líquidas para o crescimento do PIB", salienta a S&P, que estima um crescimento da economia portuguesa de 0,9% este ano e 1,3% em 2015.

Além de perspectivar um crescimento mais ténue do que o estimado pelo Governo, a S&P tem também dúvidas sobre a capacidade do Governo cumprir a meta de redução do défice para 2,7% do PIB em 2015. A agência estima antes um desequilíbrio nas contas públicas de 3% do PIB para o próximo ano.

Uma subida de "rating" S&P só acontecerá se Portugal conseguir cumprir as expectativas de redução do défice e mantiver o ritmo de reformas estruturais, algo que a troika já assinalou não estar a acontecer. A agência salienta pela positiva as reformas efectuadas no mercado de trabalho, que contribuíram para a redução do desemprego, mas diz que é preciso fazer mais para elevar o potencial de crescimento da economia e contribuir para o seu reequilíbrio.

Quanto ao terceiro factor necessário para que o "rating" seja melhorado, relacionado com o endividamento da economia, a S&P reconhece que tem melhorado, mas alerta que está ainda em níveis "elevados" (401% do PIB), o que pode ameaçar "a força da recuperação económica nos próximos anos".

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