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Regulador da City contesta bónus excessivos e defende imposto sobre transacções financeiras

Adair Turner, coordenador de um dos mais detalhados estudos sobre a reforma do sistema financeiro mundial, teme que, depois de ultrapassada a pior fase da crise, tudo regresse ao "business as usual" .

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 27 de Agosto de 2009 às 11:07
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Adair Turner, coordenador de um dos mais detalhados estudos sobre a reforma do sistema financeiro mundial, teme que, depois de ultrapassada a pior fase da crise, tudo regresse ao “business as usual”.

Num artigo de opinião, que faz hoje manchete do “Financial Times”, o presidente da autoridade máxima de regulação do sistema financeiro britânico (a Financial Services Authority, ou FSA) e autor do “Relatório Turner” contesta os prémios chorudos que continuam a ser pagos no sector, afirmando que tornaram incompreensíveis e incomportáveis para a sociedade.

Diz porém que os bónus se tornaram num tema “populista” que, na verdade, têm uma importância menor, e que acabam por desviar a atenção das mudanças mais profundas que terão de ser introduzidas no sector.

“Se queremos pôr termo a pagamentos excessivos num sector que tem vindo a ‘inchar’ é preciso reduzir o sector ou passar a aplicar impostos especiais sobre lucros antes de remunerações”.

As suas palavras dão eco aos que têm vindo a alertar para o facto de existirem demasiados bancos, e destes empregarem demasiadas pessoas, por comparação com o valor que o sector gera, advertindo para inevitabilidade de o sector financeiro sofrer uma dramática consolidação.
Lord Turner diz-se muito favorável a que sejam consistentemente aumentados os rácios prudenciais na banca, acreditando que este será o melhor instrumento para eliminar excessos, quer de actividade quer de lucros, que a actual crise veio relevar assentarem muitas vezes em pés-de-barro.

Neste contexto, diz que a criação de um imposto global sobre transacções financeiras, em termos idênticos ao que foi proposto por James Tobin, com a receita a ser desviada para ajudar os países mais pobres – pode dar um contributo para garantir que a banca passará a funcionar numa base mais sã.

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