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Rengan Rajaratnam ilibado de conspiração no caso de "insider trading" da Galleon

Rengan Rajaratnam, irmão do co-fundador do Galleon Group, Raj Rajaratnam, foi o primeiro de pelo menos 88 réus a escapar a uma condenação no caso do uso de informação privilegiada.

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Rengan Rajaratnam Cleared of Conspiracy
Bloomberg TV | Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Julho de 2014 às 01:03

O caso de "insider trading" que levou o líder do fundo de cobertura de risco Galleon Group, Raj Rajaratnam, para a cadeia, ainda não terminou. Há pelo menos mais 88 suspeitos de ligação ao esquema de negociação com recurso a informação privilegiada que envolveu o Galleon Group.

 

Esta terça-feira, 8 de Julho, o irmão do co-fundador do grupo, que era acusado de conspiração neste processo, foi ilibado. Resta saber que decisões serão tomadas relativamente aos restantes réus.

 

Recorde-se que, em Outubro de 2011, Raj Rajaratnam foi condenado a 11 anos de prisão pelas autoridades norte-americanas no âmbito deste processo de "insider trading".

 

Com efeito, aquele a quem os procuradores norte-americanos apelidaram de "face moderna da prática ilegal de ‘insider trading’" foi condenado a 11 anos de prisão pelo tribunal de Manhattan e ao pagamento de uma multa de 10 milhões de dólares por conspiração e fraude no mercado de capitais.

A acusação pedia entre 19 anos e sete meses e 24 anos e meio, justificando a exigência de uma pena pesada com as orientações federais e com a "natureza histórica do crime".

Rajaratnam, na altura com 54 anos, foi a figura central de um processo que os investigadores federais consideraram ser o maior caso de "insider trading" (utilização de informação privilegiada na tomada de decisão dos investimentos) de um fundo de cobertura de risco ("hedge fund").

O processo do Galleon levou a que o tribunal recorresse a escutas telefónicas levadas a cabo pelo FBI, algo que nunca tinha acontecido neste tipo de inquéritos.

A acusação referiu que o gestor de fundos Rajaratnam ganhou mais de 72 milhões de dólares com o uso de dicas ilegais na negociação de acções de empresas como a Intel, Google, ATI Technologies, Clearwire Corp ou Goldman Sachs.

As autoridades norte-americanas compararam Rajaratnam a Jeffrey Skilling da Enron, que contribuiu para a queda da gigante energética, e a Bernard Ebbers da WorldCom, condenado por fraude contabilística. O gestor do Galleon Group foi também colocado na mesma categoria que Bernard Madoff, cuja fraude foi considerada o pior esquema de Ponzi de todos os tempos.

Recorde-se que Skilling foi condenado a 24 anos de prisão, Ebbers a 25 anos e Madoff a 150 anos.

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