Mercados Retaliação da China aos EUA arrasta Wall Street para o vermelho

Retaliação da China aos EUA arrasta Wall Street para o vermelho

Resposta de Pequim à imposição de tarifas aduaneiras de Washington provocou uma nova queda das bolsas dos EUA, no dia do discurso de Jerome Powell, em Jackson Hole. Europa e petróleo ressentiram-se.
Retaliação da China aos EUA arrasta Wall Street para o vermelho
Reuters
Gonçalo Almeida 23 de agosto de 2019 às 14:37
Quando parecia que a relação comercial entre Xi Jinping e Donald Trump tinha acalmado, hoje, dia 23 de agosto, o verniz voltou a estalar. Os principais mercados de Wall Street acordaram com nuvens negras no horizonte, depois da China ter anunciado que vai avançar com mais tarifas sobre bens norte-americanos avaliados em 75 mil milhões de dólares. O sentimento de quedas contagiou também a Europa. 

As taxas aduaneiras impostas estarão entre os 5% e os 10% e começarão a ser aplicadas de forma faseada: primeiro, a 1 de setembro, e mais à frente, uma nova vaga de tarifas será imposta a 15 de dezembro.  

Apesar da resposta do lado chinês, os países ainda se encontram a negociar um acordo comercial e têm encontros marcados para setembro. 

O Dow Jones cai 0,46% para os 26.137,01 pontos, o S&P500 perde 0,46% para os 2.909,71 pontos e o Nasdaq escorrega 0,5% para os 7.948,42 pontos.

As notícias tiveram impacto também nos mercados europeus. Depois de uma abertura positiva nas bolsas do velho continente, o Stoxx 600 cai agora 0,1% para 373,94 pontos. Também o petróleo se ressentiu com a nova imposição de tarifas por parte de Pequim e o Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, desvaloriza 1,7% para os 58,92 dólares por barril.

A disputa comercial entre os dois países dura já há mais de um ano com um agravamento progressivo do conflito. 

Depois de um mês de agosto nervoso para os mercados, devido aos receios de uma possível desaceleração na economia, os novos avanços na guerra comercial entre a China e os EUA aumentaram a intensidade dos holofotes sobre o discurso de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos EUA, hoje, em Jackson Hole. 

"Os mercados querem mais do que a Fed vai dar", disse Alicia Levine, analista do Bank of New York Mellon Corp, à Bloomberg TV, acrescentando que "existe um desacordo real dentro da Fed sobre a economia dos EUA e (...) há uma expectativa de que Powell decepcione o mercado".



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