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Risco da dívida portuguesa em mínimos de mais de um mês

Os juros da dívida portuguesa estão a descer no mercado secundário. No prazo a dez anos, as “yields” negoceiam abaixo dos 3,6% pela primeira vez desde 15 de Novembro. O prémio de risco está em mínimos de 12 de Outubro.

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Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário estão esta quinta-feira, 24 de Novembro, a registar um forte alívio depois das subidas recentes. Um cenário partilhado por outros países do euro.

A dez anos, o prazo considerado de referência, as "yields" nacionais descem 8,7 pontos base para 3,590%. Esta é a primeira vez desde 15 de Novembro que os juros das obrigações a uma década negoceiam abaixo dos 3,6%. Ainda no fecho da sessão desta quarta-feira, as taxas de juro estavam nos 3,678%. Ontem, o Tesouro português concluiu o programa de financiamento para este ano, numa emissão de 700 milhões de euros em obrigações do Tesouro a cinco anos. Nessa operação o juro foi de 2,112%, o mais alto do ano em operações comparáveis.

Os juros da Alemanha a dez anos estão também com sinal menos, recuando 1,2 pontos base para 0,250%. O prémio de risco, que se traduz por ser o diferencial entre a divida nacional e a germânica a dez anos, está nos 331,1 pontos, o valor mais baixo desde 12 de Outubro.


As "yields" espanholas não escapam a esta tendência e estão a aliviar depois da subida recente. A dez anos, os juros que os investidores exigem para trocar dívida entre si descem 5,7 pontos base para 1,539%. O mesmo sucede com a dívida italiana. Na maturidade a uma década, as taxas caem 5,9 pontos base para 2,059%.


O agravamento das taxas de juro registado na última sessão acentuou-se após uma notícia da Reuters que indicava que o Banco Central Europeu (BCE) estava a estudar formas de mitigar a escassez de obrigações para servirem como garantia nos mercados de financiamento de curto prazo.


O BCE está a estudar várias formas de assegurar a transmissão da política monetária, sendo que os analistas antecipam que o banco central possa anunciar algumas novas medidas na reunião de 8 de Dezembro. Um dos cenários alvo de análise é o incentivo às operações de reporte, conhecidas também como acordos de recompra, segundo a Reuters. O estudo dessa opção é apontada como uma das explicações para a subida dos juros das obrigações da Zona Euro.

De acordo com fontes citadas pela Reuters, o BCE entende que as operações de reporte são um factor essencial para garantir a transmissão da política monetária. Estas operações, conhecidas também como acordos de recompra, permitem que entidades financeiras garantam liquidez de curto prazo em troca da cedência temporária de títulos. Geralmente os activos cedidos nessas operações em troca de liquidez de curto prazo são obrigações de países com "ratings" de qualidade, caso da dívida alemã.

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