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Risco da dívida da Grécia sobe para recorde

No início da semana em que decorrem as negociações formais com vista a activar o provável pedido de ajuda, os juros das obrigações da Grécia estão de novo em forte alta, elevando o spread face à Alemanha para o nível mais elevado desde a criação do euro.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Abril de 2010 às 11:25
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No início da semana em que decorrem as negociações formais com vista a activar o provável pedido de ajuda, os juros das obrigações da Grécia estão de novo em forte alta, elevando o “spread” face à Alemanha para o nível mais elevado desde a criação do euro.

A “yield” das obrigações gregas a 10 anos sobe 26 pontos base para 7,632%, elevando o “spread” face à dívida alemã para 452 pontos base, o nível mais elevado desde 1998, de acordo com a Bloomberg.

Outro indicador que reflecte o risco da dívida do país – os “credit default swaps” – também atingiu hoje um recorde, com uma subida de 17 pontos base para 455 pontos base.

Na quinta-feira, o Governo grego deu o primeiro passo para por em marcha o pedido de ajuda à comunidade internacional que poderá, neste ano, fornecer até 45 mil milhões de euros ao Estado helénico.

Contudo, o encontro pedido pelo Governo grego com responsáveis do FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu para negociar os termos e as condições de um empréstimo internacional só deverá ter lugar na quarta-feira, e não hoje. A razão do atraso está na Islândia – precisamente, o primeiro país europeu que sucumbiu à crise financeira internacional.

A bolsa da Grécia volta também aos dias de fortes quedas, com o índice de Atenas a ceder mais de 3%.

As obrigações portuguesas estão também em queda, com a “yield” das obrigações a dez anos a apresentar um “spread” próximo dos 150 pontos base, o que representa um terço do verificado na Grécia.

O “spread” mede o prémio de risco que os investidores exigem para comprar dívida pública portuguesa em detrimento da alemã.

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