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Rússia pode colocar em causa acordo para cortar produção de petróleo

A Rússia terá dado sinais de estar relutante em cortar a produção de petróleo. A poucos dias do encontro da OPEP, não é certo que um acordo para estabilizar o mercado seja alcançado. Os preços do petróleo caem ligeiramente

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 24 de Novembro de 2016 às 09:22
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No que diz respeito ao petróleo, a próxima semana poderá ser de nervos à flor da pele. Está agendado para o próximo dia 30 de Novembro o encontro formal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). E o mercado vai estar expectante nos próximos dias para saber se vai ser alcançado um acordo que leve à estabilização do mercado. Porém, esse acordo poderá não ser fácil de alcançár.

Durante meses, como adianta a Bloomberg, a Rússia disse à OPEP que preferia congelar a sua produção de petróleo a cortá-la, caso fosse alcançado um acordo. Mas, em privado, o cartel acreditava que Moscovo poderia juntar-se aos membros da OPEP no corte da produção, de acordo com fontes da Bloomberg que pediram para não serem identificadas.

A questão é que a Rússia não parece mesmo disposta a reduzir a sua produção da matéria-prima. E vários membros do cartel já manifestaram estar inflexíveis: a Rússia tem de diminuir a oferta para que o plano para aliviar o excesso de oferta mundial funcione. Mas a apenas uma semana do encontro ministerial da OPEP em Viena (Áustria), as probabilidades de a Rússia alinhar com o cartel não parecem muitas.

No último domingo, o presidente russo, Vladimir Puttin disse: "para nós não há dificuldade em congelar a produção". Uma mensagem que foi encarada pela OPEP como uma resposta negativa ao corte na produção. Além disso, e apesar destas palavras, a Rússia tem vindo a aumentar a sua produção. Desde Setembro, a produção russa cresceu em meio milhão de barris por dia de acordo com a Bloomberg.

O confronto entre as duas posições está marcado para próxima segunda-feira, 28 de Novembro, dia em que vão decorrer as negociações entre os membros da OPEP e os produtores que não integram o grupo. O desfecho deste encontro pode indicar se vai, ou não, haver acordo. À mesa deste encontro deverão sentir-se além dos membros do cartel, a Rússia, o México e o Azerbaijão. O ministro russo da Energia, Alexander Novak, confirmou já a presença no encontro mas não deu garantias sobre a presença de Moscovo no encontro formal de 30 de Novembro.

Se a Rússia e outros países colocarem muitos obstáculos à redução da produção, escreve a agência, a Arábia Saudita pode reconsiderar levar por diante este plano. Um dos países que já manifestou a sua disponibilidade para diminuir a produção foi o Iraque. "As negociações vão prolongar-se mesmo até ao final e o acordo é provável que afunde" disse à Bloomberg, Amrita Sen, analista chefe do mercado petrolífero da Energy Aspects.

Mas para a OPEP a questão russa não é o único foco de preocupação. As negociações preliminares entre os membros do cartel para estabelecer quotas falharam e os maiores obstáculos para um acordo terão mesmo de ser negociados na próxima semana.

Os preços do petróleo estão por esta altura a registar uma queda ligeira. O West Texas Intermediate desce 0,15% para 47,89 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para Portugal, cede  0,14% para 48,88 dólares por barril.

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