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Saiba o que falta para concretizar o acordo em que PT troca a Vivo pela Oi

O acordo está todo desenhado, faltam as assinaturas finais. E "filtrar" a avaliação da Oi. Saiba o que falta.

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 01:50
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O acordo está a ser noticiado esta noite em primeira mão pelo Negócios mas depende ainda de algumas "assinaturas" e aprovações finais de todas as partes. A saber:


PT: falta OK da administração
O Conselho de Administração da Portugal Telecom reúne-se entre esta quarta e quinta-feira para discutir, e aprovar, a entrada na Oi, através de um aumento de capital, num prazo determinado. O valor ficará próximo dos 3,75 mil milhões de euros, o que permitirá à PT ficar com perto de 21% da operadora brasileira Oi. As negociações têm sido conduzidas pelos administradores mandatados da PT e respectivos assessores, mas depende de aprovação formal e final do Conselho de Administração da empresa.


Oi: falta assinatura do MoU
Do lado da Oi, há acordo dos principais accionistas da empresa, que vão diluir as suas participações proporcionalmente, para acomodar a entrada da PT no seu capital. Mesmo assim, falta a assinatura do MoU, Memorando de Entendimento, que vai plasmar as condições do acordo. Tal só pode ser feito depois do Conselho de Administração da PT aprovar essas condições. O acordo ficará ainda dependente do chamado "due dillegence", processo normal em aquisições, que "audita" se a avaliação da Oi está conforme as condições.


Telefónica: falta apertar a mão para os 7,5 mil milhões
Formalmente, as negociações entre a Telefónica e a PT estão interrompidas há doze dias. Mas a Portugal Telecom continuou desde então a preparar o caminho para o negócio. Agora, a Telefónica tem de voltar a dizer que mantém a proposta de compra da Vivo, que aliás foi melhorada: 7,5 mil milhões de euros. Mais 50% do que a primeira proposta, que foi de cinco mil milhões de euros.



Governo português: tem de levantar "golden share"

O Governo português tem de dar o acordo final, garantindo que não usará a "golden share" para impedir de novo a venda da Vivo. Não se esperam problemas, uma vez que, sabe o Negócios, o Governo tem acompanhado todo o processo da Oi, que cumpre o requisito essencial imposto por Sócrates: a PT não sai do Brasil.


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