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Santos Ferreira vai “colocar um ponto final no descalabro na gestão do BCP”

A possibilidade de Carlos Santos Ferreira vir a suceder a Filipe Pinhal na liderança do BCP é vista pela Keefe, Bruyette & Woods (KBW) como um claro "romper com o passado" do banco que irá "colocar um ponto final no descalabro na gestão" da instituiçã

Paulo Moutinho 28 de Dezembro de 2007 às 07:28
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A possibilidade de Carlos Santos Ferreira vir a suceder a Filipe Pinhal na liderança do BCP é vista pela Keefe, Bruyette & Woods (KBW) como um claro "romper com o passado" do banco que irá "colocar um ponto final no descalabro na gestão" da instituição e seguir uma estratégia com "poucas preocupações quanto às ‘vacas sagradas’ do BCP".

Santos Ferreira "é apoiado por accionistas que representam cerca de 30% do capital do BCP, incluindo Joe Berardo, BPI, EDP e CGD", refere a KBW, salientando que o gestor apresentou a sua demissão da presidência do banco estatal. "Ele e a maioria da sua equipa da CGD são do Partido Socialista" e, como tal, "deverá ter o total apoio do Executivo actual e do Banco de Portugal", para ocupar o cargo de CEO do BCP.

Para a KBW, Santos Ferreira representa um claro "romper com o passado" do banco e irá "colocar um ponto final no descalabro na gestão". A equipa de "research" acrescenta que "sendo um estranho [ao BCP], haverá poucas ligações aos problemas da anterior gestão (o perdão de dívidas, as acções adquiridas através de ‘off-shores’, etc.)".

Como tal, os analistas Antonio Ramirez e Matthew Gilbert acreditam "que [Santos Ferreira] será capaz de seguir uma nova estratégia [no banco], com poucas preocupações quanto às ‘vacas sagradas’ do BCP"

A casa de investimento acrescenta que "apesar de acreditarmos que estrategicamente [a escolha de Santos Ferreira para CEO do BCP] é positiva, no longo-prazo, para o banco", não muda "a nossa visão de investimento para os próximos doze meses", refere a KBW numa nota de investimento emitida ontem, onde a casa avalia as acções do BCP em 3,00 euros.

A equipa de "research", que tem uma recomendação de "underperform" para o BCP, acrescenta que "as acções do BCP continuam muito caras" e que "os resultados deverão continuar a ser desapontantes". Além disso, a KBW destaca ainda o facto de que a nomeação de uma nova gestão "significa que uma fusão com o BPI é menos provável no curto-prazo".

As acções do BCP [bcp] encerraram a sessão de ontem em queda de 2,33%, a cotar nos 2,93 euros, anulando os ganhos obtidos na negociação de segunda-feira, dia em que os investidores reagiram positivamente à clarificação na liderança do maior banco privado português.

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