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Sectores sensíveis a subidas de juros travam ímpeto da energia em Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno misto, com os títulos da energia a sustentarem a negociação, em dia de subida dos preços do petróleo, mas com as cotadas do sector industrial, dos semicondutores e outros segmentos sensíveis a subidas de juros a travarem o impulso altista.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 25 de Setembro de 2018 às 21:05
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O Dow Jones fechou a ceder 0,26% para 26.492,28 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,13% para 2.915,59 pontos.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite conseguiu manter-se à tona e terminou com um ganho ligeiro de 0,18% para 8.007,47 pontos.

 

A guerra comercial entre a China e os EUA continua a pressionar os títulos industriais, tendo também abalado exportadoras da área dos semicondutores.

 

Hoje registou-se um intensificar das fricções comerciais depois de Peter Navarro, conselheiro da Casa Branca, ter reiterado que o presidente Donald Trump vai impor tarifas aduaneiras adicionais se a China retaliar.

 

Recorde-se que esta segunda-feira entraram em vigor impostos alfandegários de parte a parte, mas Washington tem como alvo o equivalente a 200 mil milhões de dólares de produtos chineses que entram no país, ao passo que Pequim apenas respondeu com o correspondente a 60 mil milhões de dólares de novas taxas sobre bens norte-americanos.

 

Por outro lado, os sectores mais sensíveis a subidas das taxas de juro também estiveram a negociar em baixa – dado que amanhã se espera que a Reserva Federal norte-americana anuncie um aumento da taxa directora.

 

Um dos destaques hoje pela negativa foi o Facebook, depois do anúncio de que os dois co-fundadores da sua aplicação de partilha de fotos, Instagram, se demitiram sem grandes explicações.

 

Segundo avançaram à Bloomberg fontes próximas do processo, em causa está o aumento de tensões com o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, relativamente ao futuro da aplicação de partilha de fotografias,

 

Do lado contrário estiveram as cotadas da energia, sustentadas pela subida dos preços do petróleo – que estão a transaccionar em máximos de Novembro de 2014.

 

As cotações do "ouro negro" continuam a negociar em alta, essencialmente devido a três factores: o facto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter dito que não deverá aumentar a produção numa proporção suficiente para compensar os cortes de países membros do cartel, como o Irão e a Venezuela; a redução da oferta mais expressiva por parte de Teerão devido às sanções dos EUA; e a estimativa de uma diminuição dos inventários norte-americanos de crude na semana passada.

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