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Sefin quer acabar com altos custos na transferência de carteira de acções

A Sefin vai apresentar ao Governo e ao Banco de Portugal, já em Janeiro, uma proposta para a eliminação de comissões bancárias. O alvo são os valores cobrados pelas instituições financeiras na transferência das carteira de acções e de planos poupança ref

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 05 de Janeiro de 2007 às 00:06
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A Associação Portuguesa de Consumidores e Utilizadores de Produtos e Serviços Financeiros (Sefin) vai apresentar ao Governo e ao Banco de Portugal, já em Janeiro, uma proposta para a eliminação de comissões bancárias. O alvo são os valores cobrados pelas instituições financeiras na transferência das carteira de acções e de planos poupança reforma (PPR) para um novo banco.

António Júlio Almeida, presidente da Sefin, defende que "as pessoas têm que ter liberdade para transferir os seus activos sem terem que suportar custos". A ausência de comissões teria como reflexo "o aumento da competitividade, da concorrência das instituições e da eficiência do próprio mercado". E acrescenta: "Sempre que um cliente pretende transferir a carteira de acções para outro banco, essa alteração é onerada de uma forma incompreensível."

O Jornal de Negócios contactou os seis maiores bancos a operar em Portugal e consultou os preçários publicados nos "sites" das instituições e concluiu que, as comissões cobradas pela transferência de carteiras variam entre um mínimo de dez euros por valor mobiliário e um máximo de 54,64 euros por título. Um cliente que tenha uma carteira com acções de 15 cotadas paga, por mudar de banco, comissões que variam entre um mínimo de 150 euros, na CGD, e cerca de 820 euros no Santander (ver simulações). Estes valores são cobrados independentemente do número de acções detidas e do valor total da carteira (o custo é o mesmo quer a carteira seja de 100 ou de 100.000 euros).

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