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Segunda fase de privatização dos CTT foi feita com "investidores do melhor que há"

Privatização dos CTT ficou oficialmente fechada. Sobre o banco postal, só deverá haver decisões no princípio do quarto trimestre, depois de revisto o estudo feito há um ano sobre este projecto, revelou Francisco Lacerda.

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André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 19:30
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A privatização do restante capital dos CTT que ainda estava nas mãos do Estado ficou oficialmente fechada esta terça-feira, 9 de Setembro.

 

A fatia de 31,5% já está totalmente colocada e a operação contou com investidores de qualidade, como revelou Francisco Lacerda, presidente da empresa postal.

 

"Sei que houve procura de investidores institucionais do melhor que há", afirmou o líder dos CTT após a sessão especial para comemorar a conclusão da privatização com o toque do sino que assinala o fecho da bolsa de Lisboa.

 

O capital ficou disperso por diversas praças europeias, com destaque para Londres. "Admito que a repartição seja a normal nestas questões: o mercado principal é Londres e depois várias praças europeias, além de Lisboa", sublinhou.

 

O gestor declarou que "até agora" ainda não é conhecido se os accionistas que adquiriram capital na primeira fase - como os bancos Goldman Sachs ou o Deutsche Bank - reforçaram a sua posição agora. "Só sabemos quem são os nossos accionistas quando eles cruzam aqueles limites que são obrigados a divulgar", afirmou.

 

Recorde-se que a colocação de acções foi feita ao preço de 7,25 euros por acção, com um encaixe bruto de 343 milhões de euros. Contas feitas, as duas fases de privatização renderam mais de 900 milhões de euros para os cofres do Estado.

 

"Em poucas horas levantaram-se no mercado 340 milhões de euros, o que mostra que a questão não é a dimensão do activo, é se o mercado o conhece, o reconhece e se está disponível para investir", apontou.


Francisco Lacerca sublinhou que os CTT são actualmente uma empresa privada e com 100% do seu capital em free float, sendo por isso a "única portuguesa nestas circunstâncias". "Espero que seja a primeira de muitas".

 

Sobre o banco postal, só deverão haver decisões no princípio do quarto trimestre, depois de revisto o estudo feito há um ano sobre este projecto.

 

Mercado de capitais é uma alternativa ao financiamento bancário

 

O Governo também se mostrou satisfeito com a conclusão desta privatização. "A nossa expectativa era sempre muito positiva, sabíamos do valor da companhia. Estamos muito satisfeitos, sobretudo porque a empresa hoje passa a ter uma condição diferente para continuar a crescer e ter o contributo positivo no país", disse o secretário de Estado das Comunicações, Sérgio Monteiro.

 

O governante sublinhou que, com esta operação, o "Estado protegeu o seu interesse patrimonial com o encaixe que serviu para fazer o abate de dívida pública e com isso prosseguir a rota de consolidação da nossa afirmação de credibilidade no mundo".

 

Já o secretário de Estado das Finanças sublinhou durante a cerimónia que com operação concluída, o programa de privatizações ascende actualmente aos 9,2 mil milhões de euros.

 

A dispersão de 100% do capital dos CTT em bolsa "abre caminho para que mais empresas portuguesas possam recorrer ao mercado de capitais para financiar a sua actividade produtiva".

 

"O mercado de capitais representa assim uma das formas de esbater o diferencial do custo de financiamento da ecobnomia nacional face aos países do centro e do norte da Europa", defendeu o governante.

 

Manuel Rodrigues apontou que a "diversificação das fontes de financiamento tem que ser alargada a um conjunto cada vez maior de empresas", em particular as de menor dimensão e que "ainda dependem em mais de 70% dr financiamento bancário". 

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