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Segunda semana de ganhos para o petróleo com queda das reservas nos EUA

As cotações do crude estão a negociar em alta nos principais mercados internacionais, sustentadas pela redução dos inventários norte-americanos de crude na semana passada e pelo crescimento, superior ao esperado, da economia dos EUA no segundo trimestre.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 25 de Setembro de 2015 às 16:14
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O contrato de Novembro do West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os EUA, segue a ganhar 1,80% para 45,72 dólares por barril.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, está a ser negociado nos 48,58 dólares por barril, a somar 0,85%.

 

De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE), divulgados esta quarta-feira pela sua Administração de Informação em Energia, os "stocks" de crude caíram em 1,93 milhões de barris na semana terminada a 18 de Setembro, para 454 milhões, quando os analistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para uma diminuição média de 1,16 milhões de barris. Foi a segunda semana consecutiva de queda das reservas de crude dos EUA.

 

Por seu turno, os inventários de petróleo em Cushing (Oklahoma), que é o ponto de entrega do WTI, decresceram em 462 mil barris, para 54 milhões de barris.

 

Os inventários de gasolina, por seu lado, aumentaram em 1,36 milhões de barris, quando se estimava um aumento muito menor: 762 mil barris.

 

Já os "stocks" de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – registaram uma descida de 2,08 milhões de barris, contra o aumento projectado de 912 mil barris.

 

O petróleo tem estado a ser pressionado, nos últimos tempos, pelo excesso de oferta no mercado mundial e o Goldman Sachs estimou na semana passada que esse excedente poderá manter os preços em níveis baixos durante os próximos 15 anos e que as cotações podem recuar até aos 20 dólares por barril.

 

Entretanto, as reservas norte-americanas de crude começaram a diminuir, o que está a animar o "ouro negro".

 

Por outro lado, a produção de crude nos Estados Unidos esteve a descer durante seis semanas consecutivas, uma vez que a forte queda dos preços do petróleo não tem compensado o investimento, sobretudo na produção a partir de xisto betuminoso – visto que são operações com um processamento muito dispendioso. Tal como acontece com o petróleo do pré-sal brasileiro, que é prospeccionado a grandes profundidades, se as cotações do crude não estiverem num determinado patamar, não compensa estar a apostar numa extracção que sai muito cara.

 

Em reacção, esta semana a Total reviu em baixa a sua meta de produção para 2017, tendo também anunciado mais cortes no investimento devido à descida dos preços.

 

Na semana passada, a produção norte-americana já acusou um acréscimo, o que, num primeiro momento, pressionou os preços, mas que no contexto de queda das reservas acabou por não castigar muito o "ouro negro".

 

A divulgação, esta sexta-feira, pelo Departamento norte-americano do Comércio, de que o PIB dos EUA no segundo trimestre aumentou mais do que o projectado, deu igualmente um novo alento ao mercado, uma vez que uma economia em crescimento tende a não refrear o consumo de combustíveis.

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