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Sessão morna em Wall Street com energia a contrabalançar tensões comerciais

As principais bolsas norte-americanas encerraram em terreno ligeiramente negativo, se bem que longe dos mínimos da sessão, com os títulos da energia a ajudarem a reduzir as perdas decorrentes dos receios em torno da retaliação da China face às tarifas aduaneiras impostas pelos EUA. O Nasdaq chegou mesmo a conseguir fechar plano.

EPA
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Junho de 2018 às 21:06
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O Dow Jones encerrou a ceder 0,41% para 24.987,89 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,21% para 2.773,87 pontos.

 

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq Composite fechou inalterado face a sexta-feira, a valer 7.747,03 pontos.

 

Os investidores do outro lado do Atlântico continuam a recear uma possível guerra comercial, depois de a Casa Branca ter anunciado na passada sexta-feira que a partir de 6 de Julho vai avançar com as prometidas tarifas aduaneiras sobre a entrada de produtos chineses nos EUA, num valor que ascenderá a 50 mil milhões de dólares.

 

Pequim reagiu no próprio dia e disse que iria impor tarifas adicionais de 25% sobre 659 produtos norte-americanos avaliados em 50 mil milhões de dólares. As tarifas sobre o equivalente a 34 mil milhões de dólares de produtos americanos entrarão em vigor a 6 de Julho. As tarifas sobre os restantes produtos, até que o valor atinja os 50 mil milhões de dólares, serão anunciadas mais tarde.

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, tinha declarado que decretaria medidas adicionais se Pequim retaliasse, pelo que se esperam novos episódios nesta guerra.

 

Wall Street conseguiu, contudo, recuperar parte das perdas e distanciar-se dos mínimos da sessão, muito à conta do bom desempenho das cotadas da energia – isto num dia em que o petróleo ganhou terreno devido à expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) possa decidir-se, na reunião desta semana em Viena, por um aumento da oferta inferior ao inicialmente falado (que era de um milhão de barris por dia).

 

Do lado das quedas, destaque para a construtora aeronáutica Boeing, que é a maior exportadora individual dos EUA para a China, perdeu 0,88% para 354,74 dólares, tendo sido o título que mais penalizou o Dow Jones.

 

As fabricantes de microchips, que dependem da China para grande parte das suas receitas, também cederam terreno. O índice PHLX dos semicondutores recuou 0,99%, naquela que foi a sua pior performance do último mês. A Intel, com uma queda de 3,43% para 53,22 dólares, foi a cotada do sector que mais pressionou o S&P 500 e o Nasdaq, mas o índice tecnológico acabou por conseguir fechar plano.

 

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