Mercados Singapura apreende contas bancárias no âmbito de investigação sobre fundo da Malásia

Singapura apreende contas bancárias no âmbito de investigação sobre fundo da Malásia

Singapura comunicou que está a cooperar com as autoridades no âmbito da investigação sobre eventual fraude financeira no fundo soberano da Malásia 1MDB. Foram apreendidas várias contas bancárias desde meados de 2015.
Singapura apreende contas bancárias no âmbito de investigação sobre fundo da Malásia
Patrícia Abreu 01 de fevereiro de 2016 às 17:58

Singapura apreendeu um grande número de contas bancárias desde meados de 2015, como parte de uma investigação de um caso de possível branqueamento de capitais relacionado com o fundo soberano da Malásia 1Malaysia Development Berhad (1MDB), no qual está envolvido o primeiro-ministro da Malásia.

 

O fundo estratégico da Malásia 1MDB está no centro de uma investigação que está a ser conduzida pelas autoridades da Malásia, Suíça e EUA. Singapura adiantou que está a cooperar com as autoridades, na investigação de eventuais fraudes. "Em ligação com estas investigações, procurámos e continuamos à procura de informação sobre várias instituições financeiras, estamos a entrevistar vários indivíduos e apreendemos um grande número de contas bancárias", adiantaram duas agências governamentais de Singapura num comunicado conjunto.

 

Este comunicado surge depois da Suíça ter adiantado que uma investigação criminal em torno do fundo soberano da Malásia revelou que cerca de quatro mil milhões de dólares alegadamente tinham sido desviados de companhias detidas pelo Estado da Malásia. Criado em 2009 pelo primeiro-ministro da Malásia, que entretanto ficou à frente deste fundo, o 1MDB tinha como objectivo identificar e criar novas fontes de crescimento em vários sectores do país, procurando tornar Kuala Lumpur num centro financeiro.

 
O fundo investe sobretudo em vários empreendimentos imobiliários, bem como em empresas ligadas ao sector da energia. De acordo com a informação apresentada no site do 1MDB, no sector da energia, o fundo detém a Tanjong Energy, uma posição de 75% na Genting Sanyen Power e 75% da empresa de carvão Jimah Energy.

O fundo controla ainda o Tun Razak Exchange, que pretende tornar Kuala Lumpur um centro financeiro, através da criação de edifícios e infra-estruturas que permitam atrair grandes multinacionais e bancos, de modo a promover o desenvolvimento económico do país.


No entanto, nos últimos meses o 1MDB envolveu-se num escândalo financeiro, com o fundo a ser investigado pelas autoridades da Malásia, no seguimento de acusações de má gestão financeira e suborno, no qual o nome do primeiro-ministro surge no centro da investigação. 


No final da semana passada, a Malásia ilibou o primeiro-ministro destas acusações, adiantando que os 681 milhões de dólares depositados na sua conta pessoal resultaram de um presente da família real da Arábia Saudita. Mas a Suíça revelou no final da semana passada que identificou sérios indícios de apropriações ilícitas no fundo.




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