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Só 12% da poupança dos portugueses tem como objectivo a reforma

A reforma continua a não estar no topo dos objectivos de poupança dos portugueses. Ainda assim, os aforradores nacionais mostram-se mais conscientes em relação à necessidade de constituir um complemento à pensão.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 15:11
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Os portugueses estão mais conscientes em relação à necessidade de constituir um complemento de poupança para a reforma, mas continuam a destinar uma pequena parte dos seus aforros para esta fase. Em 2015, apenas 12% dos aforradores nacionais identificou a reforma como a finalidade da sua poupança.


A poupança para a reforma continua a não estar no topo das prioridades dos portugueses que conseguem deixar de lado parte do seu rendimento. Entre as 45% pessoas que admitem que conseguem poupar apenas 12% diz que o principal objectivo deste pé-de-meia é constituir um complemento para a reforma, conclui a terceira edição da sondagem "As pensões e os hábitos de poupança em Portugal", do Instituto BBVA de Pensões, apresentado esta sexta-feira, 18 de Março, em Lisboa.


O inquérito mostra que poupar para o futuro surge no topo das finalidades das famílias portuguesas que mantêm poupanças (35%). Já 22% dos portugueses dizem poupar para alguma emergência ou imprevisto que possa surgir no futuro e 19% poupa por hábito.


Uma das principais conclusões dao estudo revela que os portugueses estão mais conscientes em relação à poupança para a reforma. Cerca de 38% dos portugueses assume que já começou a poupar para a reforma, sendo que 22% diz que ainda não começou, mas pretende fazê-lo mais tarde.

cotacao A crise promoveu uma maior cultura da necessidade de poupar para poder enfrentar as dificuldades que se possam apresentar a qualquer momento. Estudo do Instituto BBVA de Pensões


"Os entrevistados que ainda não começaram a poupar para a reforma, justificaram-no simplesmente pela falta de possibilidades económicas ou também por se considerarem ainda jovens para começar a poupar para a reforma, especialmente os que tinham menos de 35 anos", diz o estudo.


Mais a poupar, mas menos


Em termos globais há mais portugueses que admitem ter capacidade para poupar (45%), face a 2014, quando apenas 34% dos 1.004 entrevistados reconheciam que conseguiam poupar parte dos seus rendimentos.


Apesar de haver um maior número de aforradores, a capacidade de poupança diminuiu. As pessoas poupam menos mensalmente. 47% dos portugueses poupam menos de 100 euros por mês, sendo que a média de poupança mensal dos inquiridos em 2015 era de 136,1 euros, abaixo dos 207,1 euros do ano anterior.


"A crise promoveu uma maior cultura da necessidade de poupar para poder enfrentar as dificuldades que se possam apresentar a qualquer momento", refere o mesmo estudo. Ainda assim, o inquérito conclui que os níveis de poupança continuam aquém das necessidades. 

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