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"Só temos uma agulha no nosso compasso e essa é a estabilidade de preços"

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, reiterou hoje que a prioridade máxima da autoridade monetária é a estabilidade dos preços e referiu que o conselho de governadores acredita que a actual política está a contribuir para esse

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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, reiterou hoje que a prioridade máxima da autoridade monetária é a estabilidade dos preços e referiu que o conselho de governadores acredita que a actual política está a contribuir para esse objectivo. O responsável sugeriu que nos próximos meses não deverá haver alteração de juros na Zona Euro.

Trichet afirmou mesmo que "só temos uma agulha na nossa bússola. E essa é a estabilidade de preços", adiantando que, às vezes, os observadores podem fazer parecer que o BCE está preocupado com a inflação e com o crescimento económico, mas "nós não temos duas agulhas", reforçou apontando para a estabilidade de preços.

"As palavras que usei falam por si próprias. Fomos unânimes em decidir deixar as taxas de juro inalteradas", nos 4%, nível a que se mantêm desde Junho de 2007 – mês que marcou a última subida do preço do dinheiro para a Zona Euro.

"Reiteramos que a manutenção da estabilidade de preços, no médio prazo, é o nosso objectivo prioritário. Ancorar, de forma firme, as expectativas inflacionárias é a principal prioridade para o conselho de governadores. Isso permite dar estabilidade aos preços no médio prazo".

O presidente da autoridade sublinhou que os governadores acreditam que "a nossa actual política vai contribuir para atingir esse objectivo" de estabilidade de preços.

"As últimas informações confirmaram a existência de pressões de subida na inflação e que há riscos para a estabilidade de preços no médio prazo", ao mesmo tempo que "os fundamentais da economia estão saudáveis".

Ainda assim, Trichet admitiu que "a incerteza resultante da instabilidade dos mercados permanece elevada" e que o conselho de governadores vai "continuar a monitorizar todos os desenvolvimentos nas próximas semanas".

"Na óptica do conselho de governadores, os riscos para a inflação no médio prazo são de subida".

Trichet referiu que os riscos para a inflação "incluem a possibilidade de aumentos salariais sejam mais elevados do que o esperado actualmente" devido às condições actuais do mercado laboral.

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