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Société Générale: "BCP é um exemplo da necessidade de o BCE mostrar uma longa lista de chumbos"

O banco francês acredita que o BCP não vai realizar nenhum aumento de capital nem vender as operações na Polónia. Na nota de análise publicada esta segunda-feira, atribui um preço-alvo de 13 cêntimos às acções do BCP e recomendação de "comprar".

O CaixaBI recomenda “comprar” para o BCP, tendo uma visão “positiva” para o banco no contexto da recuperação económica em Portugal. A recuperação do balanço do banco liderado por Nuno Amado deverá continuar este ano, beneficiando com a melhoria da margem financeira e a redução dos custos do risco de crédito.
Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 11:34
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O Société Générale acredita que o chumbo do BCP nos testes de stress realizados à banca "é um exemplo da necessidade de o BCE mostrar uma longa lista de chumbos, mesmo que não tenha consequências significativas".

 

Na nota de análise, divulgada esta segunda-feira, 27 de Outubro, o banco francês atribui um preço-alvo de 13 cêntimos às acções do BCP e a recomendação de "comprar". Tendo em consideração a cotação actual (cerca de 9 cêntimos), a avaliação tem implícito um potencial de valorização superior a 44%.

 

Segundo o banco gaulês, o preço-alvo não está isento de riscos, podendo ser afectado por diversos factores relacionados com a conjuntura económica em Portugal. Entre eles, contam-se um défice superior ao esperado, a subida dos juros da dívida portuguesa e um crescimento do PIB abaixo das estimativas.

 

O Société Générale recorda que o banco liderado por Nuno Amado já tomou medidas que terão impacto no capital "e que deverão ser aceites pelo BCE para o seu plano de recapitalização", lê-se na nota de análise.  Entre elas, o Société Générale destaca a venda da exposição ao défice tarifário da EDP e a venda das participações em seguradoras.

 

"O BCP está na lista de chumbos do BCE, mas o resultado real é positivo porque o risco de um aumento de capital é agora muito limitado e o valor seria pequeno em qualquer cenário", explicam os analistas do banco francês. "Assumimos que não haverá nem um aumento de capital nem a venda das suas operações na Polónia".

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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