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Sonae em máximo de cinco anos impulsiona bolsa nacional

A Sonae SGPS em máximos e a subida do Banco Comercial Português impulsionavam a bolsa nacional que esta manhã renovou máximo de quatro anos. O PSI-20 avançava 0,31%, no dia em que a Sonae Indústria voltou à negociação a subir mais de 7% face ao valor da S

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 27 de Dezembro de 2005 às 12:34
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A Sonae SGPS em máximos e a subida do Banco Comercial Português impulsionavam a bolsa nacional que esta manhã renovou máximo de quatro anos. O PSI-20 avançava 0,31%, no dia em que a Sonae Indústria voltou à negociação a subir mais de 7% face ao valor da Sonae Indústria extinta.

O principal índice nacional [psi20] ganhava para os 8.627,03 pontos, depois de ter renovado o máximo de Junho de 2001 durante esta manhã. O PSI-20 seguia impulsionado por nove acções, enquanto oito caíam e três seguiam inalteradas.

A Sonae SGPS [son] somava 2,67% para os 1,54 euros, o que representa o valor mais elevado desde Novembro de 2000, no último dia em que os investidores podem adquirir títulos da Sonae SGPS com acesso a direitos, negociáveis no mercado entre 2 e 6 de Janeiro e posteriormente convertíveis em títulos da «nova» Sonae Indústria.

Cada direito pode ser convertido em 0,0677966103 acções da «nova» Sonae Indústria, sendo que estas acções serão admitidas em bolsa a 20 de Janeiro, data em que fica concluído o processo de cisão.

A Sonae Indústria voltou hoje a negociar em bolsa depois da cisão da «holding» liderada por Belmiro de Azevedo, com a admissão à negociação de 13.489.908 novas acções, das quais 13.479.908 acções resultam da atribuição de títulos aos accionistas da sociedade extinta e 10.000 acções já existentes antes desta operação.

A Sonae Indústria SGPS negociou duas mil acções durante a manhã, tendo sido transaccionado um bloco logo no início da sessão a 7,00 euros. O último negócio foi feito a 6,95 euros, o que representa uma subida superior a 7% face aos 6,47 euros a que negociavam as acções da extinta Sonae Indústria.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] valorizava 0,86% para os 2,34 euros, mantendo a tendência de ganhos registada durante a semana passada e renovando o máximo de Outubro.

«O BCP deverá ser a acção que continuará a concentrar as atenções dos investidores. Embora a próxima resistência se situe apenas nos 2,39, é possível que a acção esteja vulnerável à tomada de mais-valias, após ter subido 12% em três sessões. Um outro factor que torna o BCP vulnerável a estes níveis é a possibilidade que muitos investidores possam começar a equacionar a eventualidade do banco adquirir outros bancos», segundo uma nota de «research» do BPI.

A restante banca seguia em queda com o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] a perder 0,37% para os 13,55 euros e o Banco BPI [bpin] a recuar 0,26% para os 3,89 euros.

O Banco BPI fez mais uma contribuição extraordinária para o fundo de pensões de 266,291 milhões de euros, divulgou ontem a instituição em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Portugal Telecom (PT) [ptc] subia 0,35% para os 8,55 euros. A PT realizou uma mais-valia de 165 milhões de euros com a venda de uma posição no portal brasileiro UOL, disse ao Jornal de Negócios Online fonte da operadora.

O BPI considera que esta mais-valia conseguida pela PT tem impacto «neutral» na operadora e os analistas do Espírito Santo Research consideram que é «ligeiramente positivo».

A Energias de Portugal (EDP) [edp] seguia inalterada nos 2,66 euros. A Hidrocantábrico, eléctrica espanhola controlada pela Energias de Portugal, tem previsto um investimento de 300 milhões de euros para a construção de uma central de ciclo combinado no País Basco, com uma potencia total de 800 MW.

A Semapa [sema] negociava nos 6,83 euros a registar uma subida de 1,04%, depois de ter tocado no valor mais elevado desde que começou a negociar em bolsa (1995) ao subir mais de 2% para os 6,91 euros.

As acções da Semapa entraram directamente para o segundo lugar da lista dos títulos com maior potencial de valorização do Millennium bcp investimento depois da casa de investimento ter reiniciado a cobertura dos títulos com uma subida do preço-alvo para os 8,45 euros e uma recomendação de «acumular».

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