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Sonae Indústria sobe mais de 8% com possível venda de duas fábricas em França

A empresa anunciou a intenção de alienar duas das quatro fábricas que tem em França. Os 207 empregos estão garantidos. Em bolsa, apesar de não se conhecer o valor da operação, as acções dispararam para um máximo de Março de 2012. A Sonae Indústria não marcava um ganho tão expressivo desde há um ano.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 16:09
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A Sonae Indústria disparou em bolsa com a notícia que dá conta da intenção de venda de duas das quatro unidades fabris em França, mesmo apesar de o valor do negócio não ter sido revelado.  

 

As acções da empresa presidida por Rui Correia encerraram a marcar uma valorização de 8,27% para negociarem nos 0,668 euros, a cotação mais elevada desde Março de 2012.

 

Este comportamento segue-se a duas sessões positivas em que as acções da Sonae Indústria somaram mais de 4,5% em cada uma delas. Ao todo, nas três sessões de 2014, a cotada acumula uma subida superior a 18%.  

 

A Sonae Indústria, liderada por Belmiro de Azevedo até ao ano passado, não registava um ganho tão significativo desde 23 de Janeiro de 2013, há praticamente um ano.

 

O volume na sessão desta segunda-feira, 6 de Janeiro, também foi expressivo, acima da média. São negociadas, por dia, cerca de 447 mil acções da Sonae Indústria. Nesta sessão, trocaram de mãos mais de 2.175 mil papéis.

 

A valorização expressiva da Sonae Indústria ocorreu depois da a empresa ter publicado um comunicado, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, dando conta da recepção de uma oferta de compra de duas unidades em França por parte da austríaca Kronospan.

 

A oferta de aquisição, ainda sujeita a conversações da empresa com representantes dos trabalhadores (razão pela qual não há data para a sua concretização), é feita aos negócios e aos activos da Isoroy, participada da Sonae Indústria, nas unidades francesas de Auxerre e Le Creusot. Na primeira, o negócio é o de aglomerado de partículas e o de revestimento de melanina, sendo que a última se centrava na produção de MDF, um material derivado de madeira.

 

Estes dois negócios serão assegurados pelas outras duas fábricas que a Sonae Indústria mantém em França, em Linxe e em Ussel, conforme disse ao Negócios fonte oficial da empresa.

 

A operação inclui a “transferência de todos os empregados afectos àqueles negócios”. Trabalham nas duas unidades 207 funcionários. Neste momento, de acordo com o comunicado divulgado à CMVM, o grupo industrial do sector dos derivados poderá redimensionar os escritórios centrais em Antony, Paris. As fábricas de Linxe e Ussel empregam cerca de 210 trabalhadores.

 

A Sonae Indústria tem vindo a encerrar unidades de países como Espanha e Reino Unido, num processo iniciado em 2008, quando a estratégia de se centrar nos activos mais eficientes se iniciou. Este é mais um passo nesse sentido, apontou fonte oficial da empresa.

 

(Notícia actualizada às 16h46 com cotações de fecho)

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