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Sonaecom dispara mais de 9% com novidades na OPA à PT

As acções da Sonaecom seguiam a valorizar mais de 9% com os investidores a acreditarem que a oferta pública de aquisição (OPA) vai mesmo avançar, depois dos sinais dados pela empresa e da compra de uma posição superior a 1% do capital social da Portugal T

Paulo Moutinho 25 de Maio de 2006 às 16:16
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As acções da Sonaecom seguiam a valorizar mais de 9% com os investidores a acreditarem que a oferta pública de aquisição (OPA) vai mesmo avançar, depois dos sinais dados pela empresa e da compra de uma posição superior a 1% do capital social da Portugal Telecom.

Os títulos da operadora de telecomunicações do Grupo Sonae seguia a ganhar 9,2% para os 4,39 euros, a maior subida diária desde 10 de Junho de 2005, altura em que foi anunciada que a France Télécom iria fazer um «roll-up» da posição detida na Novis, Optimus e Clix, por uma participação directa de cerca de 23% no capital da Sonaecom.

A Sonaecom anunciou ontem que está em conversações com a EDP para realizar uma operação idêntica à da FT, mas que ainda não chegou a acordo. Este negócio poderá levar a EDP a deixar de ser accionista da Optimus para entrar na Sonaecom com uma posição relevante.

Ontem ao final do dia, a empresa liderada por Paulo Azevedo anunciou que vai avançar em breve com a proposta de remédios à Autoridade da Concorrência (AdC), para que a operação seja aprovada, no seguimento da notícia, de meados deste mês, de que a AdC decidiu avançar para uma investigação aprofundada ao negócio.

Para além disso, a Sonaecom anunciou também que tem vindo a comprar acções da Portugal Telecom em bolsa nos últimos dias, detendo já uma posição superior a 1% no capital da empresa, o que implicou um investimento de 105,9 milhões de euros.

A empresa de Paulo de Azevedo aproveitou o facto de as acções da PT terem estado a negociar abaixo do preço da OPA (9,50 euros) para comprar acções sobre quem lançou uma OPA a 6 de Fevereiro.

Segundo Luís Duarte da CaixaBI «como a Portugal Telecom está a cotar abaixo do valor da contrapartida poderá ir reforçando no capital da operadora», sendo que com esta participação, «a ideia é de poderem pedir informações à Portugal Telecom, ficando assim mais bem informado acerca dos negócios da empresa, permitindo-lhes controlar melhor o andamento da OPA».

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