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S&P500 com melhor entrada em Abril desde 1938

As principais praças dos EUA encerraram em forte alta, com o S&P500 a registar o melhor arranque dos últimos 70 anos para um segundo trimestre. Os mercados foram sustentados pelos anúncios de aumentos de capital da UBS e da Lehman Brothers, que provoc

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Abril de 2008 às 21:10
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As principais praças dos EUA encerraram em forte alta, com o S&P500 a registar o melhor arranque dos últimos 70 anos para um segundo trimestre. Os mercados foram sustentados pelos anúncios de aumentos de capital da UBS e da Lehman Brothers, que provocaram uma forte subida dos títulos financeiros, uma vez que os investidores começam a acreditar que a banca conseguirá controlar as suas perdas com o crédito.

Os anúncios de novas amortizações de activos por parte da UBS, Thornburg, Deutsche Bank e Lehman Brothers não conseguiram inverter o optimismo das bolsas do outro lado do Atlântico.

O Dow Jones [indu] fechou a ganhar 3,21%, fixando-se nos 12.656,72 pontos. O índice compósito Nasdaq [ccmp] marcou 2.362,75 pontos no fecho, com uma valorização de 3,67%.

O S&P 500 [spx] subiu 3,58%, para 1.369,99 pontos, depois de ter registado entre Janeiro e Março a sua pior "performance" trimestral desde 2002. Este índice não registava uma subida tão pronunciada no primeiro dia do segundo trimestre desde o ganho de 4,8% em 1938.

O Standard & Poor’s 500 subiu mais de 7% face a um mínimo de 19 meses atingido no mês passado, devido à especulação de que a redução dos juros por parte da Fed – a mais agressiva das últimas duas décadas – conseguirá travar as perdas no mercado do crédito e incentivar a banca a conceder empréstimos às empresas e consumidores.

Nos primeiros três meses de 2008, o S&P500 perdeu 9,9%, o que correspondeu ao declínio mais acentuado em mais de cinco anos, devido aos receios de que os EUA já estivessem em recessão.

A Lehman ganhou terreno pela primeira vez em sete sessões, fechando a subir 17,16% para 44,10 dólares. A UBS seguiu a mesma tendência na Europa, tendo sido a responsável por um movimento de valorização do sector financeiro no Velho Continente.

A General Electric e a 3M lideraram a valorização do sector industrial, depois de o índice da indústria transformadora do Institute for Supply Management se ter contraído menos do que o esperado em Março.

"O mercado está a ficar um pouco mais confiante de que a crise já passou", comentou à Bloomberg o CEO da Waddell & Reed Financial, Henry Herrmann.

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