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S&P 500 está a 0,6% do máximo histórico

Os mercados accionistas norte-americanos fecharam em terreno positivo, com o S&P 500 cada vez mais perto de estabelecer um novo recorde. A impulsionar esteve sobretudo a crescente convicção de que a Fed não subirá os juros durante mais algum tempo devido ao crescimento moderado no país.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 08 de Junho de 2016 às 22:11
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O Standard & Poor’s 500, encerrou a sessão desta quarta-feira, 8 de Junho, a somar 0,30% para 2.119,12 pontos, o valor mais alto desde 21 de Julho do ano passado. O principal índice do mundo está assim a encurtar a distância face ao seu máximo histórico de 2.130,82 pontos, estando a apenas 0,6% desse patamar.

 

Por seu lado, o índice industrial Dow Jones fechou a subir 0,37% para 18.005,05 pontos. Ontem já tinha chegado a superar momentaneamente a fasquia dos 18.000 pontos - algo que não acontecia desde Abril – e hoje terminou acima desse valor.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,26%, para se fixar nos 4.974,64 pontos.

 

A sustentar o movimento altista esteve essencialmente a convicção – que ganha cada vez mais força – de que a Reserva Federal norte-americana não subirá os juros para já.

 

Na segunda-feira, 6 de Junho, a presidente da Fed, Janet Yellen, disse que a economia dos EUA continua a fortalecer-se o suficiente para encaixar aumentos graduais das taxas de juro, apesar dos recentes sinais de desaceleração do crescimento dos empregos. Mas sublinhou também que, antes de se decidir por um novo aumento dos juros, o banco central dos EUA quer ver pelo menos mais um relatório do emprego, para verificar se o último foi um ‘desvio’ ou o início de uma tendência.

 

Estas declarações de Yellen levaram o consenso de mercado a apontar para que a nova subida de juros não ocorra já na próxima reunião – 14 e 15 de Junho – como se tinha chegado a supor.

 

A probabilidade de o aumento da taxa de juro de referência ser mais para a frente levou a uma depreciação do dólar, o que tem animado os activos denominados nesta divisa – como é o caso da grande maioria das matérias-primas – e as empresas que beneficiam de uma nota verde menos forte, como é o caso das que operam nos sectores industrial e das "commodities".

 

Assim, a ajudar à tendência de subida continuou a estar o sector da energia, bastante animado pela subida dos preços do crude – que dispararam para máximos de 10 meses.

 

Nos ganhos destes dois sectores, destaque para a Caterpillar, que valorizou 1,7%, e para a mineira Freeport-McMoRan, que ganhou 3%. 

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