Bolsa S&P 500 prestes a estabelecer um novo máximo histórico

S&P 500 prestes a estabelecer um novo máximo histórico

As principais bolsas norte-americanas encerraram em terreno positivo, sustentadas pelo relatório do emprego nos EUA, que revelou uma aceleração das contratações em Junho, aliviando os receios de que a dinâmica de desaceleração no mercado do trabalho pudesse pesar na economia.
S&P 500 prestes a estabelecer um novo máximo histórico
Bloomberg
Carla Pedro 08 de julho de 2016 às 21:32

O Standard & Poor’s 500 fechou a última sessão da semana a somar 1,5% para 2.129,70 pontos. Desde 21 de Maio do ano passado que o S&P 500 não fechava num patamar tão alto. Chegou, aliás, uma hora antes do encerramento da sessão, a superar o seu máximo de sempre no fecho, quando atingiu os 2.131,71 pontos (o recorde de fecho de jornada está nos 2.130,82 pontos e foi estabelecido em Maio de 2015).

 

O máximo de sempre, na negociação intradiária, foi alcançado a 21 de Maio do ano passado e está nos 2.134,72 pontos.

 

Há algumas semanas que o principal índice do mundo anda a "flirtar" com estes níveis e o relatório do emprego nos EUA relativamente a Junho, divulgado hoje, deu mais um empurrão.

 

O índice industrial Dow Jones também ganhou terreno, terminando a ganhar 1,40% para 18.46,96 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 1,64%, a valer 4.956,75 pontos. No ano passado, o índice foi a estrela de Wall Street durante muitas sessões consecutivas, ao marcar repetidamente novos máximos históricos e de fecho.

 

A barreira do máximo de fecho do índice tecnológico foi superada a 2 de Março – algo por que esperou 15 anos – quando escalou o patamar dos 5.048,62 pontos. Esse era, de facto, o mais alto nível de sempre marcado num encerramento de jornada, mais propriamente no dia 10 de Março do ano 2000. Era também nesse mesmo dia 10 de Março que estava a fasquia do máximo histórico dos 5.132,52 pontos – e que foi igualmente transposta.

 

Quando estabeleceu os recordes de 10 de Março de 2000, o Nasdaq estava a subir há dois anos, acumulando uma valorização de 189%. Após esses máximos, o índice começou a ceder e a bolha tecnológica (conhecida como a bolha das dot.com, por analogia ao apogeu da era da Internet) estoirou, tendo o Nasdaq iniciado um movimento de queda que o fez afundar 78% nos dois anos que se seguiram, passando para 1.114,11 pontos.

 

Agora, já muito perto dos 5.000 pontos, o Nasdaq pode também começar a pensar em novos voos em subida livre.

 

Um relatório divulgado hoje nos EUA mostrou uma revitalização do mercado do trabalho em Junho, depois de dois meses de pausa, o que fez diminuir os receios de mais cortes de empregos por parte das empresas.

 

O número de empregos aumentou em 287.000 no mês passado e desde Outubro de 2015 que não registava uma subida tão expressiva. Já a taxa de desemprego aumentou para 4,9%, dado que mais pessoas entraram na idade activa.

 

O relatório do emprego, a par com um discurso mais prudente por parte da Reserva Federal norte-americana em relação ao movimento de subida das taxas de juro de referência, contribuiu para descansar mais os investidores.

 

"Estes dados aliviam os receios de uma paralisia na economia", comentou à Bloomberg um estratega de mercado da Prudential Financial, Quincy Krosby.




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