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S&P corta «outlook» da Brisa devido a quebra no tráfego

A Standard & Poor’s reviu em baixa o «outlook» para a dívida da Brisa de «estável» para «negativo», devido ao facto da concessionária de auto-estradas ter vindo a apresentar continuamente valores para as receitas de portagens abaixo do esperado e devido a

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 08 de Setembro de 2005 às 15:36
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A Standard & Poor’s reviu em baixa o «outlook» para a dívida da Brisa de «estável» para «negativo», devido ao facto da concessionária de auto-estradas ter vindo a apresentar continuamente valores para as receitas de portagens abaixo do esperado e devido a uma política financeira mais agressiva.

A agência de notação de dívida tem um «rating» de «A+» para a dívida de longo prazo da Brisa e do veículo de financiamento Brisa Finance BV é de «A-1» para a de curto prazo.

As receitas de tráfego da empresa liderada por Vasco de Mello mantiveram-se estáveis em 2003, tendo tido uma evolução «modesta» em 2004 e uma quebra orgânica de 3,8% no primeiro semestre deste ano, segundo os dados da S&P.

«A revisão do ‘outlook’ reflecte a nossa preocupação em relação aos níveis de tráfego, que se mantêm abaixo das expectativas», afirma a analista Maria Lemos, segundo um comunicado da agência de «rating».

A fragilidade da economia nacional deverá continuar a pressionar os dados do tráfego e afectar o «mix» do tráfego, levando a menores receitas. A escalada dos preços do petróleo também poderá ter um «impacto negativo» nos dados do tráfego.

A Standard & Poor’s afirma que algumas obras que careciam de aprovação ambiental vão ter início no curto e médio prazo e «vão exigir financiamento através de dívida».

«Os níveis mais elevados de dívida, aliados a uma esperada quebra de receitas devido a tráfego abaixo do esperado irão provavelmente deteriorar o perfil financeiro da Brisa», acrescenta Maria Lemos.

«Os actuais ‘ratings’ sobre a dívida da Brisa poderão ser baixados se a companhia não conseguir manter o ‘cash flow’ operacional a um nível quatro vezes superior aos encargos financeiros numa base sustentável», diz a mesma fonte.

No sentido contrário, o «outlook» pode ser revisto em alta de regresso a «estável» se a recuperação económica trouxer o crescimento do tráfego de volta às suas tendências de longo prazo.

As acções da Brisa seguiam nos 6,83 euros, a descer 0,87%, reagindo em queda a esta notícia.

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