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Standard & Poor’s atribui “rating” de A+ à REN (act.)

A Standard & Poor’s atribuiu um "rating" de A+ à divida da Redes Energéticas Nacionais (REN) e a Moody’s atribuiu um "rating" de "A2" à empresa, sendo a primeira vez que uma agência de notação financeira classifica a dívida da empresa liderada por José Pe

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A Standard & Poor’s atribuiu um "rating" de A+ à divida da Redes Energéticas Nacionais (REN) e a Moody’s atribuiu um "rating" de "A2" à empresa, sendo a primeira vez que uma agência de notação financeira classifica a dívida da empresa liderada por José Penedos, o que vai possibilitar à REN financiar-se no mercado internacional.

Numa nota de hoje, a S&P atribui um "rating" de "A+" à divida de longo prazo da REN e de A-1+ à dívida de curto prazo. O "outlook" é estável.

"O ‘rating’ reflecte o forte e previsível ‘cash flow’ das operações reguladas da REN, que beneficiam de um transparente sistema de remuneração", refere a analista da S&P que acompanha a REN, Ana Nogales.

A mesma responsável acrescenta que o "rating" reflecte também "a posição estratégica da REN no mercado português e perfil de monopólio natural das suas operações".

Nogales destaca pela negativa a fraca estrutura de capital da empresa liderada por José Penedos, assinalando contudo que vai melhorar, dado que a REN vai refinanciar parte da sua dívida de curto prazo com dívida de longo prazo, e pagar parte da dívida de curto prazo com o recebimento de 466 milhões de euros relacionado com o défice tarifário.

A S&P adianta que o Estado português controla 51% do capital da REN, mas assinala que o "rating" atribuído não reflecte esta participação do Estado.

"O ‘outlook’ estável reflecte a previsibilidade dos ‘cash flows’ da REN e a sua estratégia focada nos activos regulados", refere Ana Nogales.

A REN tinha já anunciado, depois de ver atribuído o "rating" internacional, que iria recorrer ao mercado internacional para refinanciar a sua dívida.

A Moody’s também emitiu esta manhã uma nota onde atribui um "rating" de "A2" à dívida de longo prazo da REN, com um "outlook" estável.

O "rating" da Moody’s reflecte, entre outras questões, a expectativa de que a maior parte das receitas da REN continuam a provir do mercado doméstico; do facto de deter e operacionalizar infraestruturas chave e de ter o estatuto de empresa pública, o que permite a monitorização da situação financeira pelo Estado. "Apesar de tudo, a Moody’s acredita que o Estado vai esperar que a REN utilize todos os outros meios disponíveis pelo grupo" para evitar falhar os compromissos e recorrer ao Estado como salvação.

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