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Standard & Poor’s revê em baixa «rating» da dívida da PT

A Standard & Poor’s reviu em baixo o «rating» da dívida a longo prazo da Portugal Telecom (PT) de «BBB+» para «BBB-», depois da operadora de telecomunicações ter anunciado o «spin off» da PT Multimédia e o aumento da remuneração dos accionistas de 3 para

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 03 de Agosto de 2006 às 18:11
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A Standard & Poor’s reviu em baixo o «rating» da dívida a longo prazo da Portugal Telecom (PT) de «BBB+» para «BBB-», depois da operadora de telecomunicações ter anunciado o «spin off» da PT Multimédia e o aumento da remuneração dos accionistas de 3 para 3,5 mil milhões de euros para o período 2006-2008.

A casa de notação financeira baixou ainda o «rating» da dívida a curto prazo de «A-2» para «A-3», acrescentando que as restantes dívidas permanecem em observação com implicações negativas, onde se encontram desde que a Sonaecom lançou a oferta pública de aquisição (OPA), a 7 de Fevereiro.

O analista de crédito da Standard & Poor’s, Leandro de Torres Zabala, esclarece que a revisão em baixa do «rating» reflecte o endividamento da PT e o esperado enfraquecimento dos negócios.

A casa acrescenta ainda que está ainda a considerar que depois da venda da PT Multimédia, a capacidade de endividamento da PT vai depender em grande medida do esperado crescimento do «cash flow» de menor qualidade da operadora móvel brasileira Vivo.

Para além destes factores, a S&P realça que após as operações anunciadas será criado um operador alternativo à PT na área de cabo «com um tamanho critico em Portugal».

Com isto, a casa de notação financeira diz esperar que «a pressão competitiva aumente» em relação ao negócio de comunicações através da rede de cobre, o «principal gerador de ‘cash flow’» da maior operadora de telecomunicações nacional. Este desenvolvimento deverá ainda «alterar a dinâmica da concorrência do mercado de telecomunicações português».

«Assumindo que a oferta da Sonaecom não tem sucesso e o plano proposto [hoje pela PT] é aprovado, o ‘rating’ pode ser reiterado em ‘BBB-’» e o «outlook» permanecer «indeterminado», de acordo com a nota emitida pela S&P.

Este cenário permanecerá até haver mais pormenores e análises do negócio e das implicações financeiras do plano apresentado pela PT, «contudo, não podemos excluir a possibilidade do ‘rating’ ser revisto em baixa para ‘BB+’», essencialmente se a casa de notação verificar um «endividamento excessivo da estrutura de capital».

«Os ‘ratings’ vão permanecer sobre vigilância com implicações negativas até à oferta da Sonaecom falhar ou vingar, reflectindo o risco de que, se a oferta vingar, poderá ser implementada uma nova estrutura com um endividamento ainda mais elevado».

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