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Subida da Zon desde proposta de desblindagem já vai em 24%

A operadora voltou hoje a somar mais de 6%, à semelhança do que ontem tinha acontecido. Sonaecom também continua a ser dinamizada pelos rumores de que reforços accionistas estejam para acontecer.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 17:59
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A Zon Multimédia já ganhou mais de 24% desde que foi avançada a primeira notícia sobre a desblindagem dos estatutos da empresa.

A operadora somou hoje 6,07%, depois de ontem ter registado também uma valorização superior a 6%. É a quarta sessão consecutiva de ganhos e a oitava subida em dez sessões.

A Zon Multimédia já acumula um ganho de 24% nas últimas oito sessões, ou seja, face ao valor de fecho de 22 de Dezembro de 2011, o dia que antecedeu a notícia do “Expresso” que indicava o objectivo da CGD e do BES de desblindar os estatutos da Zon, que abre portas a reforços accionistas e a consolidação no sector.

O número de acções da Zon hoje negociadas foi novamente superior à média semestral. Foram trocadas 850.346 acções quando a referida média é de 544.694 títulos transaccionados por sessão. Ainda assim, ontem o volume situou-se nos 4.247.035, também devido a um bloco de acções, segundo os dados da Bloomberg.

Da mesma forma, também a concorrente Sonaecom parece estar a ser dinamizada pela notícia. Hoje avançou perto de 3%, ontem ganhou mais de 1,5%. O avanço desde 22 de Dezembro fixa-se em 8%.

Isabel dos Santos é nome apontado para reforço accionista

A 23 de Dezembro, o “Expresso” avançou que dois accionistas de referência da Zon, a Caixa Geral de Depósitos e o Espírito Santos Irmãos, queriam a desblindagem dos estatutos, para permitir que os direitos de voto dos accionistas correspondam às participações no capital social. Algo logo confirmado posteriormente pela empresa liderada por Rodrigo Costa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Neste momento, mesmo que um accionista tenha uma participação superior a 10%, os direitos de voto nunca superam os 10%. É o artigo 12º dos estatutos da empresa, que dita esse limite, que a Caixa Geral de Depósitos e do Espírito Santo Irmãos (com 10,88% e 5% do seu capital social, respectivamente), querem alterar, para eliminar esse limite.

Isabel dos Santos, através da Kento Holding Limited, que detém 10% da Zon, é o nome mais apontado para um reforço accionista, que fica mais facilitado se a proposta da CGD e do Grupo BES for aprovada na assembleia geral marcada para 30 de Janeiro. O “Expresso” noticiou que a angolana estaria em conversações com a Caixa Geral para comprar a sua posição, que precisa de vender estas posições no âmbito do acordo com a troika. Essa operação daria a Isabel dos Santos uma participação na Zon superior a 20%. Contudo, até agora, nunca poderia ter mais de 10% dos direitos de voto. Uma limitação que acaba se a proposta da CGD e do BES receber a aprovação dos restantes accionistas.

Vodafone aberta a fusão

Mas nem só a Kento é apontada como uma movimentação possível. Também o presidente em Portugal da Vodafone, António Coimbra, já declarou que teria interesse numa fusão com a operadora. A empresa de telecomunicações móveis quer crescer no fixo e entende que a Zon quer crescer no móvel.

Contudo, esta última hipótese poderá estar limitada. É que se o artigo 12º é referido na proposta de desblindagem da CGD e do Espírito Santo Irmãos, nada é dito em relação ao artigo 9º. Precisamente, o artigo que impede um reforço de direitos de voto por parte de empresas concorrentes para mais de 10%.

Isto porque o ponto 1 do artigo 9º refere que “os accionistas que exerçam, directa ou indirectamente, actividade concorrente com a das sociedades participadas na sociedade” “não podem ser titulares, sem prévia autorização da assembleia geral, de acções ordinárias representativas de mais de 10% do capital social”.

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