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Subida de juros mais moderada pode custar cinco mil milhões aos bancos nos EUA

A expectativa de um ritmo de subidas mais lento nos Estados Unidos pode penalizar os lucros dos bancos em cerca de cinco mil milhões de dólares, segundo uma estimativa avançada pelo Financial Times.

Andrew Harrer/Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 28 de Março de 2016 às 09:55
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O ambiente de baixas taxas de juro está a prejudicar a rentabilidade dos bancos. Mas, ao contrário da Europa, nos Estados Unidos a expectativa era de que 2016 fosse um ano de normalização de taxas, perspectivas que foram abaladas pela crise nos mercados financeiros. Actualmente, a Reserva Federal dos Estados Unidos apenas prevê duas subidas de juros este ano. Uma mudança de planos que poderá custar cinco mil milhões de dólares (cerca de 4,47 mil milhões de euros) aos bancos do país.


2016 deveria trazer algum alívio aos bancos americanos, caso o banco central dos Estados Unidos prosseguisse os seus planos de normalização dos juros no país. Mas, a instituição adiantou na reunião deste mês que as taxas deverão permanecer baixas por um longo período, adiantando que o ritmo de subidas será mais moderado.


O abrandamento do ritmo de subida das taxas de juro poderá custar ao sector financeiro norte-americano cerca de cinco mil milhões de dólares, estima Mike Mayo, analista da CLSA, citado pelo Financial Times (FT).


Os investidores acreditam mesmo que a estimativa da Fed de duas subidas em 2016 pode ser irrealista. Os futuros antecipam apenas um aumento da taxa de referência este ano, perante as dificuldades que a economia global enfrenta.


No entanto, isto poderá afectar ainda mais as já deprimidas taxas de rentabilidade da indústria financeira norte-americana. A margem de lucro do sector – um indicador que mede a diferença entre os juros a que os bancos emprestam e pagam – tocou no ano passado no valor mais baixo desde que se começaram a recolher estes dados em 1984, segundo números citados pelo FT. A taxa de lucro foi de apenas 3,02%.


E, se nos Estados Unidos a situação para a banca é desafiante, na Europa é ainda mais difícil. Embora o programa de compra de activos do Banco Central Europeu tenha como objectivo minimizar o impacto das taxas negativas, as estimativas dos analistas do Morgan Stanley apontam para um quebra dos lucros por acção do sector bancário europeu de entre 5 a 10% este ano.

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