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Subida do BCP anula perdas da Galp e Jerónimo

A bolsa nacional está a conseguir contrariar a tendência de perdas das congéneres europeias, devido à subida expressiva do BCP. Do lado oposto estão as acções da Galp Energia e da Jerónimo Martins.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2014 às 12:51
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A bolsa nacional segue com ganhos moderados, numa altura em que o BCP está a subir mais de 7% enquanto a Galp Energia e a Jerónimo Martins estão a descer mais de 1,5%, tendo já atingido mínimos de 2012.

 

O PSI-20 sobe 0,11% para 6.610,55 pontos, com 15 acções em queda e cinco em alta. A bolsa nacional contraria assim a tendência das congéneres europeias, que seguem o comportamento das bolsas asiáticas e norte-americanas, que registaram fortes quedas.

 

A manhã foi marcada por oscilações acentuadas na bolsa nacional. O arranque foi bastante negativo, com o índice a recuar mais de 2%, penalizado sobretudo pela descida superior a 10% da Galp Energia e a 6% da Jerónimo Martins. A justificar estes comportamento expressivos está essencialmente “o enquadramento geral”, depois dos índices dos EUA terem caído mais de 2% e o Japão mais de 4%, explicou ao Negócios Nuno da Rocha Correia, do Banif Banco de Investimento.

 

Estas quedas “influenciam a abertura dos mercados, nomeadamente dos menos líquidos”, o que faz com que os investidores dêem ordens de venda “muito abaixo do preço ou ao preço melhor” durante a pré-abertura. A este contexto tem ainda de se considerar “o fenómeno de pouca liquidez”, o que faz com que “os preços tenham amplitudes maiores do que noutros mercados”, explicou o mesmo responsável.

 

Entretanto a bolsa inverteu a tendência, tendo chegado a subir 0,89%.

 

A justificar a subida da bolsa está o ganho de 7,17% para 0,173 euros das acções do BCP, um dia depois de ter revelado os resultados de 2013. Já depois do fecho do mercado, o BCP revelou um agravamento dos prejuízos para 740 milhões de euros em 2013, superando as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg que antecipavam um prejuízo de 711 milhões. Ainda assim, o presidente do banco, Nuno Amado, diz que este ano o banco deve regressar aos lucros.

 

O banco está ainda a beneficiar de uma nota de análise do BESI, em que a casa de investimento elevou para 20 cêntimos o preço-alvo e a recomendação para “comprar”. O BESI acredita que o banco liderado por Nuno Amado tem uma posição “mais confortável” para reembolsar a ajuda estatal.

 

Do lado oposto está a Galp, ao perder 2,16% para 11,10 euros, tendo chegado a tocar nos 10,20 euros, o que corresponde ao valor mais baixo desde Julho de 2012.

 

Já a Jerónimo Martins está a recuar 1,60% para 12,61 euros, tendo tocado nos 12,02 euros, o que também representa um mínimo de Julho de 2012. Steven Santos, da XTB, explicou ao Negócios que a retalhista “está a negociar com uma forte tendência descendente, o que inibe os investidores de comprar acções da empresa. No contexto de aversão ao risco que tem marcado o sentimento de mercado nas últimas sessões, as acções europeias com maior presença nos mercados emergentes têm sido mais penalizadas.” E, “embora a Jerónimo Martins cubra o risco cambial inerente à sua operação na Polónia, a empresa está vulnerável à turbulência na Polónia e à volatilidade da respectiva moeda”, acrescenta o responsável.

 

Destaque ainda para o Banif, cujas acções seguem inalteradas nos 0,0116 euros, depois de ter reportado, igualmente já depois do fecho da bolsa, um prejuízo de 470 milhões de euros, o que corresponde a uma melhoria dos números face a 2012, ano em que o banco teve um resultado negativo de 584,2 milhões de euros.

 

Entre a restante banca, o BPI, que já revelou os seus números de 2013 na semana passada, sobe 0,41% para 1,452 euros, e o BES, cuja data de apresentação de resultados ainda não é conhecida, desce 0,93% para 1,063euros.

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