Mercados Subscrições nos certificados já ultrapassam em 150 milhões estimativas para 2019

Subscrições nos certificados já ultrapassam em 150 milhões estimativas para 2019

Os certificados de poupança do Estado continuam a atrair a poupança dos portugueses, com estes produtos a darem um contributo positivo para o financiamento do Estado.
Subscrições nos certificados já ultrapassam em 150 milhões estimativas para 2019
Patrícia Abreu 22 de agosto de 2019 às 11:43

As famílias portuguesas continuam a confiar ao Estado parte das suas poupanças. Durante o mês de julho, os certificados de aforro e do Tesouro captaram perto de 60 milhões de euros, elevando para 565 milhões de euros o valor investido nestes produtos durante os primeiros sete meses do ano. Trata-se de um valor que ultrapassa em mais de 150 milhões as estimativas para 2019.

A expectativa do governo para 2019 era que o ritmo de resgates nos certificados iria superar as subscrições, mas não é isso que está a acontecer. Tal como tem acontecido todos os meses, estes produtos voltaram a captar investimento, em julho, segundo os números hoje divulgados pelo Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) encerraram o mês de julho com um saldo vivo de 16.880 milhões de euros, mais 38 milhões que o montante registado no final de junho. Contas feitas, estes produtos captam 462 milhões de euros, em 2019.

Já os Certificados de Aforro (CA) receberam 21 milhões de euros durante o último mês, elevando o valor investido nestes produtos para 11.975 milhões de euros. No acumulado dos primeiros sete meses do ano entraram nos CA 103 milhões de euros.

Entre CA e CTPC, as famílias já financiaram o Estado em 565 milhões de euros, um valor que ultrapassa largamente as novas estimativas do instituto que gere a dívida portuguesa para estes produtos, em 2019.

"Originalmente, as projeções do IGCP relativamente ao contributo destes instrumentos para o programa de financiamento atingiam um valor líquido negativo de mil milhões de euros, que foi corrigido para um contributo líquido positivo de 400 milhões euros", adiantou Cristina Casalinho ao Negócios, em julho. Ainda assim, a presidente do IGCP admite que "é possível que, até ao final do ano, esta estimativa [que já está ultrapassada] possa voltar a ser revista".

Face ao ambiente de taxas de juro nulas, os certificados continuam a apresentar taxas de rendibilidade bastante interessantes, o que está a empurrar os investidores para estes produtos. No caso dos CTPC, para quem mantiver o investimento pelo prazo de sete anos, a remuneração bruta anual média é de 1,39%, enquanto os CA oferecem uma taxa de 0,629%, em agosto.




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