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Suspensão de financiamento do BCE a bancos gregos penaliza praças europeias

As principais praças europeias seguem a perder terreno pelo quarto dia consecutivo, com a Grécia a manter-se no centro das preocupações dos investidores.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 12:01
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Esta é mais uma sessão de perdas para os mercados accionistas do Velho Continente. E é novamente a Grécia a principal responsável pelo pessimismo dos investidores. A falta de acordo entre as forças políticas do país para a constituição de um novo governo levou à convocação de novas eleições, que estão agendadas para 17 de Junho.

O impasse gerado nas últimas semanas tem aumentado a especulação de que a Grécia venha a abandonar a Zona Euro, o que motiva as quedas das principais bolsas europeias. Hoje, o pessimismo é justificado pelo anúncio do Banco Central Europeu (BCE) de que suspendeu as operações de financiamento a alguns bancos gregos.

As bolsas europeias desvalorizam hoje pelo quarto dia consecutivo, numa sessão também marcada pelo leilão de dívida espanhola. O Tesouro espanhol vendeu 2,49 mil milhões de euros de obrigações, o que ficou ligeiramente abaixo do montante máximo de 2,5 mil milhões de euros, mas os custos dispararam.

O índice de referência da região, o Stoxx 600, cede 0,87% para os 242,27 pontos. O sector financeiro é um dos principais responsáveis por este desempenho, com o espanhol Bankia a depreciar 28,28% para os 1,187 euros, pressionado pela notícia do "El Mundo" de que, desde 9 de Maio, quando foi anunciada a entrada do espanhol, foram já retirados mil milhões de euros em depósitos da instituição.

O espanhol IBEX desce 2% para os 6.479,00 pontos. Também neste mercado é a banca o sector que mais penaliza a negociação. O BBVA desvaloriza 3,41% para os 4,737 euros, o Banco Popular deprecia 7,31% para os 1,851 euros e o CaixaBank cai 3,69% para os 2,19 euros.

Em Londres, o Footsie recua 1,16% para os 5.342,78 pontos. A Vodafone e o HSBC são as cotadas que mais pesam nesta tendência, ao descer 2,03% para as 164,50 libras e 1,80% para as 524,60 libras, respectivamente.

O CAC cede 0,74% para os 3.026,11 pontos, com o BNP Paribas a desvalorizar 3,51% para os 25,60 euros e a Total a cair 0,92% para os 34,60 euros.

O alemão DAX desvaloriza 0,68% para os 6.340,79 pontos, com 23 das suas 30 cotadas a transaccionarem no vermelho. Entre as principais responsáveis por este “saldo” negativo estão a Deutsche Boerse, que cai 10,03% para os 41,55 euros, e a Thyssenkrupp, que desvaloriza 2,64% para os 15,12 euros.

Em Amesterdão, o AEX recua 1,37% para os 290,95 pontos, pressionado pelo ING, que deprecia 5,07% para os 4,588 euros, e pela Royal Dutch Shell, que desvaloriza 1,28% para os 24,775 euros.

Algumas bolsas europeias arrancaram a negociação em terreno positivo, contagiadas pelos ganhos das pares asiáticas, que foram impulsionadas pelas minutas da Reserva Federal que demonstraram que a autoridade monetária pode anunciar novas medidas de estímulo, caso a economia perca dinâmica de crescimento.
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