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Taxas máximas dos cartões de crédito voltam a ficar abaixo dos 18%

O Banco de Portugal publicou, esta terça-feira, os valores das taxas máximas a praticar nos vários segmentos do crédito ao consumo, a partir de 1 de Julho.

Bloomberg
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 08 de Junho de 2016 às 12:02
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A taxa máxima a praticar nos cartões de crédito vai voltar a cair no próximo trimestre. Esta tendência que se verifica desde o primeiro trimestre de 2013, quando foram introduzidas mudanças na fórmula de cálculo das taxas máximas, foi apenas alterada no último trimestre. Em pouco mais de dois anos, esta taxa já encolheu para menos de metade, revelam os dados do Banco de Portugal.


O supervisor publicou, esta terça-feira, os valores das taxas máximas a praticar nos vários segmentos de crédito ao consumo, no terceiro trimestre. Em nenhum dos casos, a taxa vai aumentar sendo que, enquanto na maior parte dos casos se vão verificar descidas, e apenas numa situação a taxa vai ficar inalterada face ao praticado actualmente.


No caso dos cartões de crédito, a taxa máxima vai voltar a descer, retomando a tendência registada desde o final de 2013. A nova taxa máxima será de 17,6%, o que compara com os 18,1% praticados no segundo trimestre. Esta nova taxa é menos de metade dos 37,3% que chegaram a ser praticados no quarto trimestre de 2012. Com a taxa próxima dos 40%, foram introduzidas mudanças na fórmula de cálculo das taxas máximas que acabaram por trazer quedas sucessivas a esta taxa.


No segundo trimestre deste ano, a taxa máxima tinha subido ligeiramente, voltando a superar os 18%, em consequência do agravamento do imposto do selo sobre o crédito ao consumo, uma medida que consta do Orçamento do Estado para 2016.

No caso do crédito automóvel, que tem contribuído para o crescimento das novas operações de financiamento ao consumo, as TAEG (taxa anual de encargos efectiva global) vão cair em todas as modalidades.  Na locação financeira ou ALD de automóveis novos, a taxa vai descer de 5,9% para 5,6%, enquanto nos automóveis usados vai recuar de 7,2% para 7,1%.


Já em relação à reserva de propriedade, a tendência foi a mesma. Nos automóveis novos, a taxa vai recuar de 10,6% para 10,3%. E nos automóveis usados, vai descer de 13% para 12,9%.


Quanto ao crédito pessoal, nos empréstimos com finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos a taxa vai manter-se nos 5,5%. E nos financiamentos sem finalidade específica vai recuar de 14,8% para 14,4%.

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