Bolsa Tecnologias salvam o dia em Wall Street

Tecnologias salvam o dia em Wall Street

As bolsas dos EUA estavam a negociar em baixa, mas na última hora da sessão começaram a recuperar e acabaram mesmo por conseguir fechar no verde com a ajuda do bom desempenho do setor tecnológico. Só o Dow Jones se manteve no vermelho, mas longe dos mínimos da sessão.
Tecnologias salvam o dia em Wall Street
Reuters
Carla Pedro 08 de fevereiro de 2019 às 21:05

Os principais índices de Wall Street conseguiram inverter para os ganhos perto do final da jornal, muito à conta do setor tecnológico. O Nasdaq entrou em terreno positivo a seis minutos do fecho da sessão e o S&P 500 a cinco minutos do encerramento. Já o Dow não conseguiu chegar à tona, mas reduziu as suas perdas.

O Dow Jones encerrou a ceder 0,25% para 25.106,13 pontos, ao passo que o Standard & Poor’s 500 avançou 0,07% para 2.707,89 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite somou 0,14% para 7.298,20 pontos.
 

As bolsas do outro lado do Atlântico continuaram hoje a ser pressionadas, durante grande parte da sessão, pela crescente ansiedade dos investidores no que diz respeito às conversações comerciais entre Washington e Pequim.

 

Larry Kudlow, conselheiro económico do presidente Donald Trump, disse ontem que os EUA e a China poderão não chegar a um novo acordo comercial antes do próximo mês. E hoje a contribuir para o sentimento mais negativo esteve o facto de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que não planeia reunir-se com o seu homólogo chinês antes de 1 de março, data em que terminam os 90 dias de tréguas comerciais acordadas entre ambas as partes no final de novembro (durante o G20 que decorreu na Argentina).

 

Recorde-se que foi em inícios de dezembro passado, durante a cimeira do G20 na Argentina, que os dois países selaram uma trégua de 90 dias, entre 1 de dezembro e 1 de março, que suspende as taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre os produtos chineses e as sobretaxas impostas pela China a viaturas e peças automobilísticas fabricadas nos Estados Unidos.

 

Nessa altura, Pequim comprometeu-se ainda a voltar a comprar soja aos Estados Unidos e a apresentar um projeto de lei para proibir a transferência forçada de tecnologia.

Desde então, a China baixou as taxas alfandegárias sobre veículos importados dos EUA e recomeçou a comprar soja do país. Trump suspendeu o aumento, de 10% para 25%, nas taxas alfandegárias sobre 200.000 milhões de dólares (175.000 milhões de euros) de bens chineses.

 

Agora, os receios de que as duas maiores economias do mundo afinal não estejam perto de um novo pacto comercial trouxeram um maior pessimismo ao mercado.

 

Contudo, perto do final da sessão o cenário melhorou com a ajuda da boa performance do setor tecnológico, à boleia dos resultados acima do esperado da Motorola Solutions e das boas perspetivas da empresa para o trimestre em curso.

A polémica relacionada com extorsão e chantagem de que Jeff Bezos estará a ser alvo por parte de um jornal apoiante de Donald Trump esteve a pressionar a Amazon, que fechou a cair 1,64% para 1.588,22 dólares, mas este recuo não teve peso suficiente para mudar a tendência do setor tecnológico.

 

Ainda em matéria de contas, a Hasbro cedeu terreno depois de reportar lucros que dececionaram o mercado (em grande medida devido às fracas vendas dos produtos da Disney), mas a sua rival Mattel escalou com números positivos.



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