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Teixeira dos Santos diz reacção dos mercados a atentados em Londres foi positiva

Fernando Teixeira dos Santos considera que o facto de as bolsas europeias terem no final da sessão, face às perdas que verificaram logo após os atentados que assolaram Londres, «é uma reacção muito positiva. O presidente da Comissão do Mercado de Valores

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 07 de Julho de 2005 às 19:10
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Fernando Teixeira dos Santos considera que o facto de as bolsas europeias terem recuperado no final da sessão, face às perdas que verificaram logo após os atentados que assolaram Londres, «é uma reacção muito positiva. O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, em declarações ao Jornal de Negócios, diz que dar sinais de pânico é ceder à pressão que os terroristas estão a tentar exercer.

Como comenta o atentado que ocorreu hoje em Londres?

Creio que estamos perante eventos lamentáveis que revelam bem uma situação política internacional que tem sido caracterizada pelo o recurso ao terrorismo e que nos afecta a todos. Face a este risco, todos nós como cidadãos, temos que fazer um esforço muito grande para levar a cabo a nossa vida. Porque se dermos sinais de pânico, estaremos a ceder à pressão que os terroristas estão a tentar exercer. Temos que nos recusar a aceitar este tipo de chantagem emocional.

Como avalia o impacto nos mercados?

É claro que este tipo de actos perturba sempre o normal funcionamento das instituições e os mercados reagiram de forma negativa. Mas, com o passar das horas, a normalidade dos mercados foi-se restabelecendo, com os índices a atenuarem as perdas. A recuperação das bolsas no fecho é uma reacção muito positiva.

Mantiveram contacto com as autoridades de supervisão em Londres?

Mantivemo-nos em contacto com Londres, bem como com outros parceiros europeus, como Paris, onde funciona a sede da Euronext, da qual a bolsa de Lisboa faz parte. As reacções que tivemos foram no sentido de reafirmar a determinação em manter os mercados a funcionar.

Sabe se foi equacionada a interrupção dos mercados em Londres?

Não tive quaisquer indícios de que se tivesse equacionado esse cenário. A London Clearing House – Clearnet foi afectada quase fisicamente pela sua proximidade a uma das explosões (estação de metro de Liverpool Street), mas reagiu muito bem e com rapidez. Mesmo nesta situação a instituição (de liquidação de valores mobiliários) fez um esforço muito significativo para se manter em normal funcionamento.

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