Petróleo Tensão entre a Ucrânia e a Rússia leva preços do petróleo a subir mais de 2%

Tensão entre a Ucrânia e a Rússia leva preços do petróleo a subir mais de 2%

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. A tensão cada vez mais latente entre russos e ucranianos está na origem desta subida dos preços da matéria-prima.
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Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, e que serve de referência para Portugal, está a subir 2,23% para os 111,50 dólares por barril. Nesta segunda-feira, os preços do Brent chegaram já a tocar no valor mais elevado em dois meses.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, segue a subir 2,20% para 104,85 dólares por barril, o valor mais elevado desde Setembro de 2013.

 

A subida dos preços da matéria-prima, nos mercados internacionais, está associada à crescente tensão entre a Ucrânia e a Rússia, o maior produtor de petróleo do mundo. A Rússia decidiu enviar, no último sábado,1 de Março, forças militares para a região da Crimeia, um acto que já foi condenado pela comunidade internacional. De acordo com os órgãos de comunicação social internacionais, a Rússia não pretende retirar para já as suas forças militares daquela região.

 

A BBC escreve que, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, defende que a presença das tropas russas na região serve para defender os direitos humanos contra as “ameaças ultra-nacionalistas”. Em Genebra, o líder da política externa moscovita assumiu que as forças russas vão manter-se na Crimeia até que “a situação política fique normalizada”.

 

Entretanto, o novo primeiro-ministro ucraniano classificou a entrada das tropas de Moscovo na região da Crimeia como não sendo apenas uma ameaça mas “uma declaração de guerra ao meu país”.

 

Por outro lado, de acordo com a Lusa, os trabalhos de preparação da cimeira do G8, prevista para 4 e 5 de Junho, em Sochi, na Rússia, estão formalmente suspensos devido à situação na Ucrânia, anunciou hoje a porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrenkilde Hansen. "Os trabalhos de preparação para a cimeira do grupo do G8 estão suspensos", disse a porta-voz da comissão, decisão que se deve à decisão de Moscovo de intervir na Ucrânia e que foi aprovada pelo Senado da Rússia.

 

Depois do parlamento russo ter aprovado o pedido de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, para utilizar força militar na região autónoma da Crimeia, o Presidente norte-americano Barack Obama manteve uma conversa pelo telefone, durante 90 minutos, para alertar o líder russo para o “isolamento” a que Moscovo pode ser vetado.

 

Obama solicitou que o Kremlin reenvie as suas forças militares para as bases na península da Crimeia e assim interromper aquilo que considerou tratar-se de “uma clara violação da soberania e integridade territorial da Ucrânia”. Putin terá insistido que assiste a Moscovo o direito de salvaguardar e “proteger os interesses” da população russa contra a “verdadeira ameaça” que consiste nas “acções criminosas dos radicais nacionalistas apoiados pelas novas autoridades de Kiev”.

 

Entretanto, os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros deverão aprovar nesta segunda-feira, 3 de Março, uma declaração onde ameaçam aplicar a Moscovo sanções “limitadas e especificamente dirigidas” caso a Rússia não retire os soldados enviados na passada sexta-feira para Crimeia, região autónoma da Ucrânia de maioria russófona.

 

Os chefes da diplomacia da União Europeia continuam reunidos em Bruxelas, mas segundo avança o “Financial Times” o texto final deverá também contemplar uma ameaça de embargo de armas, embora em termos mais suaves do que os desejados pelos países do Leste da UE, essencialmente os que têm fronteiras com a Rússia, como é o caso da Polónia.




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