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Trump e Temer levam bolsa nacional a liderar quedas na Europa

No espaço de três sessões o PSI-20 acumula uma queda de quase 4% e está perto de regressar a níveis inferiores a 5.000 pontos. As crises políticas nos EUA e no Brasil estão a penalizar o sentimento dos investidores.

Foto Bloomberg
Miguel Baltazar
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A bolsa nacional está em queda pela terceira sessão e lidera as perdas nas praças europeias, numa sessão que volta a ser marcada pela instabilidade política nos EUA e agora também no Brasil.

 

O PSI-20 desce 1,47% para 5.042,66 pontos, com 15 cotadas em queda, duas em alta e as restantes sem variação. Se fechar hoje em terreno negativo, o índice português cumprirá o maior ciclo de quedas em dois meses. Com a queda actual, a perda acumulada em três sessões é de 3,8%, tendo o índice quase anulado os ganhos conquistados este mês, que o levaram a atingir máximos desde o final de 2015.

 

Apesar de conservar um ganho em Maio (0,5%), o PSI-20 está agora mais perto de regressar a níveis abaixo dos 5.000 pontos. No acumulado do ano sobe 7,77%.

 

Esta tendência negativa da praça portuguesa tem sobretudo justificação em factores políticos externos. Os mercados europeus continuam a ser penalizados pela incerteza política nos Estados Unidos, nomeadamente a polémica envolvendo a relação entre a administração Trump e a Rússia, que aumenta dúvidas sobre a rapidez de implementação das reformas económicas e investimentos prometidos pelo presidente da maior economia do mundo. O Stoxx 600 cede 0,81% e os principais índices nacionais marcam perdas em torno de 1%.

Ontem as bolsas europeias e norte-americanas sofreram a maior queda do ano, sendo que a contribuir para o sentimento negativo dos investidores está a crise política no Brasil, depois do presidente ter sido apanhado num caso de alegado suborno.

 

Uma situação que penaliza em particular a praça portuguesa, dado serem várias as cotadas nacionais que estão expostas à maior economia da América Latina. É o caso da EDP, que desce 1,15% para 3,021 euros, e também a Galp Energia, que recua 2,61% para 13,975 euros. E também da Mota-Engil, que desvaloriza 2,87% para 2,501 euros.

 

Na nota diária de "research" que envia aos seus clientes, o BPI inclui estas três cotadas portuguesas no lote das mais que têm uma maior exposição ao Brasil e que podem ser penalizadas por este caso que "pode ameaçar o processo de recuperação da economia brasileira".

 

Também a penalizar o PSI-20 estão as acções do BCP (-2,38% para 20,53 cêntimos), enquanto a Navigator (-2,24% para 3,842 euros) e a Altri (-1,71% para 4,025 euros) continuam a ser penalizadas pela perda de valor do euro face ao dólar.

 

A Sonae, que apresenta os números da sua actividade no trimestre esta quinta-feira após o final da sessão, vê os títulos caírem 1,83% para 0,911 euros. Os analistas do CaixaBI estimam que os lucros da Sonae tenham caído 93,5% para dois milhões de euros no primeiro trimestre.

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