Obrigações Bruxelas desencoraja compra de dívida russa

Bruxelas desencoraja compra de dívida russa

A União Europeia juntou-se aos EUA no alerta aos bancos europeus para os riscos de participar na emissão de obrigações da Rússia. A primeira emissão desde a anexação da Crimeia pode estar em risco.
Bruxelas desencoraja compra de dívida russa
Vera Ramalhete 15 de março de 2016 às 11:19

A Rússia vai realizar a primeira emissão de obrigações soberanas desde a anexação da Crimeia em 2014. Uma operação de financiamento na qual a União Europeia desaconselha os bancos europeus a participar, juntando-se assim aos EUA, revela o Financial Times. Uma posição internacional que, considera o Kremlin, é incompreensível e injustificável. 

A emissão, que deverá procurar obter 2,7 mil milhões de euros em dívida a 10 anos contornando as sanções internacionais, poderá assim estar comprometida, indica o Financial Times, embroa a  Rússia tenha já indicado ter interessados suficientes para assegurar a operação. E esta terça-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou, citado pela Reuters, que "diminuir o espaço para a cooperação económica através da pressão política dificilmente pode ser compreendido ou justificado desde o ponto de visto do senso comum".

A compra de dívida pública russa não está especificamente abrangida nas sanções comerciais que a União Europeia está a aplicar ao país desde 2014. Ainda assim, Bruxelas avisou os bancos europeus para os riscos da participação nesta emissão, recomendando que caso participem, os bancos insistam na inclusão de cláusulas que impeçam o financiamento de entidades abrangidas pelas sanções internacionais. A UE junta-se assim ao Tesouro americano, que alertou que apesar de não ser expressamente proibido, o dinheiro angariado no leilão poderia reverter para fins contrários à política externa norte-americana.

forte queda do petróleo tem penalizado a economia da Rússia, que entrou em recessão, afectada ainda pelas sanções internacionais, impostas no seguimento da guerra na Crimeia. Assim, a necessidade de acesso aos mercados financeiros europeus e norte-americanos aumenta. A transaccionar actualmente próximo da casa dos 40 dólares, o barril de petróleo vale menos 10 dólares do que as estimativas que servem de base para as previsões orçamentais russas este ano. E a participação da Rússia na guerra na Síria (entretanto, Putin ordenou o início da retirada das tropas) agravou as tensões entre os países.




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