Mercados Um terço dos banqueiros da City espera receber maiores bónus

Um terço dos banqueiros da City espera receber maiores bónus

Os colaboradores da City estão optimistas que vão receber bónus relativos ao ano de 2015, apesar das dificuldades que as instituições enfrentam para aumentar os seus resultados.
Um terço dos banqueiros da City espera receber maiores bónus
Reuters
Patrícia Abreu 25 de janeiro de 2016 às 10:55

Os banqueiros da City estão confiantes que vão receber maiores prémios. Mais de um terço dos funcionários do centro financeiro de Londres prevê receber maiores bónus em 2015, isto apesar das dificuldades que as instituições do sector financeiro enfrentam para aumentar os seus resultados e cumprir as novas regras de regulação.


O pagamento de bónus faz parte da cultura financeira e quase dois terços dos funcionários do maior centro financeiro da Europa está confiante que vai receber um prémio pelo último ano. Esta é a conclusão de um inquérito realizado pelo centro de recrutamento Astbury Marsden, que questionou mais de 1.000 trabalhadores de várias instituições, incluindo bancos e gestoras de activos.


É entre os colaboradores mais séniores que se concentram as expectativas mais optimistas. Funcionários mais experientes, como directores de gestão e sócios esperam que os prémios correspondam a cerca de 61% do seu salário, o que corresponde a uma média de 100 mil libras (132 mil euros).


Mais bónus, menos resultados


Estas expectativas de maiores bónus surgem, porém, num momento em que o sector financeiro enfrenta dificuldades para aumentar as suas receitas, sobretudo na banca de investimento, fruto da instabilidade nos mercados financeiros e da crise do petróleo.


Este clima de incerteza tem obrigado várias entidades do sector financeiro a rever a sua estratégia e a reduzir a sua exposição a vários mercados mais afectados pela crise, como a Ásia. Além da maior aversão ao risco que marcou o arranque de 2016, o sector tem ainda que lidar com novas regras de capital.


"Com os bancos de investimento a preverem um aumento do pagamento de bónus esta época, o estado actual do mercado sugere que este optimismo pode ser injustifico", realça Adam Jackson, director-geral da Astbury Marsden. "Os gestores de topo estão particularmente optimistas, mas este optimismo está a ser severamente testado", concluiu.


Bancos como o Barclays, Crédit Suisse ou Deutsche Bank deverão reportar resultados mais baixos em 2015, segundo os analistas, sendo que em instituições como o Deutsche Bank são esperados cortes de prémios devido à quebra das receitas.
 




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