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Valorização semanal do euro ascende a 1,8%

O euro seguia pouco alterado depois de ter acumulado cerca de 2% esta semana, com os investidores estrangeiros e os bancos centrais a ameaçarem reduzir o peso dos activos norte-americanos nas suas carteiras.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Novembro de 2004 às 16:00

O euro seguia pouco alterado depois de ter acumulado cerca de 2% esta semana, com os investidores estrangeiros e os bancos centrais a ameaçarem reduzir o peso dos activos norte-americanos nas suas carteiras.

O euro [eur] apreciava 0,07% para 1,3278 dólares, depois de hoje ter ascendido a novo recorde histórico de 1,3329 dólares. Esta semana o euro já valorizou 1,8% face ao dólar.

O euro acumulou ganhos sucessivos nas últimas sete semanas, o período mais longo de ganhos dos últimos dez meses.

O presidente económico do Banco de Inglaterra, Charles Bean, afirmou ontem que é improvável que os investidores continuem a comprar activos norte-americanos indefinidamente, o que resultará numa «possível queda substancial» do dólar.

A Rússia anunciou há três dias que pode aumentar o peso do euro nas suas reservas de moeda estrangeira, reduzindo o peso do dólar.

O jornal «China Business News» noticiou hoje que a China, o segundo maior país estrangeiro a possuir obrigações norte-americanas, vai reduzir na sua carteira estas obrigações, cintando Yu Yongding, um membro do comité de politica monetária do banco central, o que fez disparar o euro. Contudo, o mesmo responsável negou à Reuters esta informação, o que fez com que o euro corrigisse.

Um dólar fraco tem ajudado as empresas dos EUA, como a Gillette, a exportar os seus produtos para a Europa. O dólar desvalorizou 32% face ao euro desde que este começou a negociar, em 2000.

O Banco Central Europeu (BCE) está à espera pelo momento certo para vender euros ou para comprar dólares e deter a valorização da moeda única europeia, avançou a agência Reuters ontem, citando responsáveis do BCE e ministros das Finanças da Zona Euro, não identificados.

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