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Euro recupera animado por resultados de emissão de dívida italiana

A pressão sobre os mercados europeus diminuiu depois do leilão de Itália, realizado esta quarta-feira. Roma conseguiu colocar 6,2 mil milhões de euros, ainda que tenha pago um juro mais elevado. O euro reflectiu esse alívio de pressão, seguindo a valorizar.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 17:23
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O euro sobe 0,34% para 1,3106 euros, depois de ontem ter recuado, a reflectir os receios em torno de Itália, após as eleições não terem dado maioria a nenhum dos partidos ou coligação. Este contexto político aumentou os receios dos investidores em torno de instabilidade política no país.

 

Os investidores temem a força do voto “anti-austeridade”, que poderá dificultar as medidas que têm como intuito a reforma das finanças públicas, danificando is esforços da Zona Euro para resolver a crise da dívida, segundo noticia a Bloomberg.

 

Ontem, as notícias deixaram os investidores preocupados, mas hoje, a emissão de dívida de Itália acabou por aliviar a pressão.

 

Itália vendeu quatro mil milhões de euros em obrigações a 10 anos, tendo pago uma taxa de 4,83%. Este valor é superior aos 4,17% registados no leilão anterior, a 30 de Janeiro. A cinco anos, Itália conseguiu colocar 2,5 mil milhões de euros a 3,59%, muito acima dos 2,94% do leilão passado. Apesar da subida dos juros, a procura foi considerada "sólida" pelos analistas.

 

“O leilão terminou com uma forte procura e uma taxa acima do esperado”, afirmou Owen Callan, analista do Danske Bank, em Dublin, citado pela Bloomberg. “Ainda há uma procura muito forte pelas obrigações a 10 anos, o que é encorajador.”

 

Os investidores licitaram 1,65 vezes a quantidade de obrigações oferecidas a 10 anos, face às 1,32 vezes de 30 de Janeiro. As obrigações a cinco anos foram licitadas 1,61 vezes a quantidade oferecida, por comparação com os números registados em Janeiro, ou seja, 1,30 vezes.

 

A venda surgiu numa altura em que os líderes da União Europeia colocaram pressão nos partidos políticos italianos para que estes formem um Governo comprometido com o rigor orçamental.

 

(Correcção: Por lapso no lead era referido Madrid, quando se trata de Roma)

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