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Volatilidade marca dia em Wall Street

Volatilidade. Esta é a palavra que melhor caracteriza o dia de hoje nas praças norte-americanas. Apesar de terem encerrado em terreno positivo, as bolsas chegaram a cair mais de 1%. Os efeitos da crise do mercado hipotecário de alto risco continuam a faze

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 21:15
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Volatilidade. Esta é a palavra que melhor caracteriza o dia de hoje nas praças norte-americanas. Apesar de terem encerrado em terreno positivo, as bolsas chegaram a cair mais de 1%. Os efeitos da crise do mercado hipotecário de alto risco continuam a fazer-se sentir mas as declarações do secretário de Estado do Tesouro e do presidente da Fed, bem como, dados favoráveis ao sector industrial conseguiram travar a queda de Wall Street.

O Dow Jones [indu] subiu 1,19% para os 13.369,60 pontos, tendo chegado a perder 0,60% ao longo da sessão. O Nasdaq [ccmp] ganhou 0,30% para os 2.553,87 pontos, depois de ter estado a recuar 1,20%.

A crise do mercado hipotecário de alto risco teve hoje novos desenvolvimentos, depois da Bear Stearns ter congelado o resgate de participações por parte dos investidores nos fundos de "hedge fund" que investem em dívida hipotecária de maior risco de incumprimento, depois de estes terem sofrido pesadas perdas. O Macquire Bank, o maior banco de investimento australiano, revelou perdas de 25% nos seus fundos de obrigações de alto risco.

As acções da Bear Stearns caíram perto de 5% para os 115,52 dólares e as do Macquire Bank recuaram mais de 10% para os 73,70 dólares.

Ontem, a American Home Mortgage anunciou que não tem fundos para financiar novos empréstimos e poderá ter que vender activos e ter visto as suas acções perderam mais de 89% num só dia. Na sessão de hoje, os títulos recuaram ..

No entanto, as declarações do secretário de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, em Xangai, e do presidente da Reserva Federal (Fed) Ben Bernanke conseguiram evitar uma queda maior em Wall Street. Paulson afirmou esta manhã que a economia norte-americana está "saudável" e vai conseguir resistir a esta situação.

Já o presidente da autoridade monetária antecipou que o crescimento da economia poderá "aumentar um pouco".

"O que está a conduzir o mercado são os receios em torno do ‘subprime’ e da reavaliação do risco", explica John Kattar, do Eastern Investment Advisors.

Dados favoráveis ao sector industrial

O Institute for Supply Management revelou esta tarde que, em Julho, a actividade industrial nos Estados Unidos, caiu para 53,8 pontos. Os economistas esperavam que o índice ficasse nos 55,5 pontos. No entanto, apesar da queda, qualquer valor acima dos 50 pontos significa que o sector está a crescer.

Ainda hoje, foi conhecido que em Junho o número de casas novas por vender subiu em 5% para os 102,4 pontos. As previsões indicavam um crescimento de apenas 0,6%.

Na sessão de hoje a construtora Beazer, sob investigação do FBI, registou a maior queda de sempre, com os rumores de que pode entrar em processo de falência. As acções da empresa perderam mais de 42% ao longo da sessão e fecharam a perder 20,94% para os 11,06 dólares.

"O mercado reflecte as notícias: num minuto são boas, no seguinte são más", diz Hugh Johnson, presidente da Johnson Illington Advisors, citado pela "CNN". "A questão é saber qual vai ser o impacto na economia e nos resultados. Esta tempestade vai causar o pânico ou irá dissipar-se?", questiona Johnson.

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