Bolsa Wall Street abre a subir em sessão de bruxaria

Wall Street abre a subir em sessão de bruxaria

As bolsas norte-americanas abriram em alta, num dia de forte volatilidade nos mercados devido ao fenómeno de bruxaria quádrupla.
Wall Street abre a subir em sessão de bruxaria
Reuters
Carla Pedro 20 de setembro de 2019 às 14:38

O Dow Jones segue a somar 0,20% para 27.147,95 pontos e o Standard & Poor’s 500 avança 0,26% para 3.014,49 pontos. Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,10% para 8.190,90 pontos.

 

Os principais índices bolsistas do outro lado do Atlântico deparam-se hoje com um dia de forte volatilidade.

 

Com efeito, esta sexta-feira é dia de bruxaria quádrupla ("quadruple witching") nos mercados de ambos os lados do Atlântico. E quádrupla porque se dá o vencimento simultâneo de quatro contratos: futuros e opções sobre índices e sobre acções, tanto nos EUA como na Europa.

 

O nome do dia faz assim referência a estes quatro vencimentos e às bruxas. Mas porquê as bruxas? Os mercados têm o termo ‘witching hour’ (a hora da bruxa) que é a última hora de negociação da sessão bolsista. Uma vez que o vencimento destes quatro tipos de contratos exerce grande influência no desempenho do mercado, o termo é tido como adequado para a situação, já que essa "hora da bruxa" será um curto período em que quem pratica feitiçaria fica especialmente mais ativo e poderoso. 

 

Assim sendo, este é um dia historicamente mais volátil, especialmente na última hora de negociação, com um elevado volume de transacções. Isto porque os investidores que precisam de fechar posições podem movimentar o mercado a qualquer preço, levando as cotações a oscilarem erraticamente. O ‘quadruple witching’ ocorre quatro vezes por ano, nas terceiras sextas-feiras dos meses de março, junho, setembro e dezembro.

 

Numa altura em que pairam incertezas quanto à evolução das relações dos Estados Unidos com o Irão e com a China, os investidores têm estado mais cautelosos, tendo as bolsas norte-americanas encerrado ontem sem direção.

Os investidores aguardam agora por dados mais concretos sobre as relações comerciais entre Washington e Pequim.

 

Ontem, o conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, apontou para um "apaziguar de relações" entre os Estados Unidos e a China, numa altura em que se aproxima a data de um novo encontro entre os representantes das duas maiores economias do mundo.

 

A nova ronda de conversações deverá arrancar em inícios de outubro e existe uma grande expectativa quanto à possibilidade de os EUA e a China alcançarem um acordo comercial.

 

No entanto, mais ao final do dia surgiram relatos de que um alto responsável norte-americano brandiu de novo a ameaça de um agravamento das tarifas aduaneiras aos produtos chineses, o que deixou os investidores mais prudentes – com essa cautela a refletir-se na negociação bolsista.

 

A temperar esta incerteza continua a estar o novo corte dos juros diretores anunciado na quarta-feira pela Reserva Federal norte-americana. Além disso, o presidente da Fed, Jerome Powell, disse que "se a economia enfraquecer, poderão ser necessários cortes mais profundos", o que animou os mercados.

 
(Notícia atualizada às 14:53)




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