Bolsa Wall Street abre em alta após sinais de novos estímulos

Wall Street abre em alta após sinais de novos estímulos

Os principais índices dos EUA abriram em alta, com esperanças de que as principais economias mundiais estarão a esforçar-se para atenuar o abrandamento económico global causado pela guerra comercial.
Wall Street abre em alta após sinais de novos estímulos
Reuters
Gonçalo Almeida 19 de agosto de 2019 às 14:54
As bolsas norte-americanas abriram a sessão desta segunda-feira, dia 19 de agosto, em alta, impulsionadas pelos sinais de novos estímulos monetários vindos da China, depois de na semana passada terem sido divulgadas notícias de um potencial plano de apoio à economia por parte do Governo alemão. A semana abre de forma animadora para os mercados, com Wall Street a seguir as pisadas dos pares europeu em território positivo. 

O mercado de dívida voltou a subir, depois de ter enfraquecido nos últimos tempos devido aos receios de uma grande desaceleração económica causada pela guerra comercial entre os EUA e os seus parceiros, e os investidores voltaram a olhar para os mercados de ações.

"A curva dos juros está a aumentar e as pessoas estão a começar a sentir que é hora de voltar às ações, especialmente depois de terem desvalorizado nas últimas semanas", disse à Reuters, Robert Pavlik, estratega de investimentos da SlateStone Wealth LLC, em Nova Iorque. 

Por esta altura, o Dow Jones, que na semana passada registou a sua pior sessão do ano, sobe 1,1% para os 26.171,51 pontos, o S&P500 valoriza 1,2% para os 2.922,21 pontos e o Nasdaq avança 1,44% para os 8.009,9 pontos.

O sector da banca, mais sensível às alterações nas taxas de juro segue em destaque, com o Bank of America, o Citigroup, o Goldman Sachs, e o Morgan Stanley a valorizarem entre 1,4% e 2,1%.

O foco da semana está nas minutas da última reunião da Reserva Federal dos EUA, que serão divulgadas na próxima quarta-feira, depois de, no final de julho, o banco central norte-americano ter cortado a taxa de juro diretora pela primeira vez em mais de uma década. 

Os sectores mais dependentes das negociações comerciais entre os EUA e a China, como é o caso dos fabricantes de 'chips', beneficiam com o renovar de esperanças num acordo entre ambos. A Intel Corp, a Qualcomm Inc, a Micron Technology Inc e a Nvidia Corp valorizam todas entre 1,4% e 3,2%.



Marketing Automation certified by E-GOI